quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Felicitações da FICC


Federação Internacional de Cineclubes (FICC)

Feliz Año Parceiros amigos


en nombre de la comunidad de Software Libre Argentina les deseamos a todos los amigos del Foro Entre Fronteras tengan un feliz Año Nuevo

feliz 2010



mensagem de gabo rodríguez
diretamente do méxico ( parceiro do lanterninha e no cineclubismo pelo mundo )

cineclubismo global
http://mundokino.net

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

“Roube Este Filme I” e “Roube Este Filme II” em exibição 23.12.09

Cineclube Lanterninha Aurélio
Filiado ao CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros
Projeto Cultural CESMA -Santa Maria/RS - desde 1978
Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria

Ciclo copy, right? – 2º Sessão

23/12/2009


Dando sequência ao ciclo “copy, right?”, o BaixaCultura.org e o Cineclube Lanterninha Aurélio novamente orgulhosamente apresentam os filmes “Roube Este Filme I” e “Roube Este Filme II”, dois capítulos-documentários sobre a complexa relação entre o compartilhamento de arquivos via web, a dita propriedade destes arquivos, e como a internet insere novas possibilidades que bagunçam tudo aquilo que pensávamos estar estruturado sobre direitos de autor, pirataria digital e formas de distribuição e circulação da cultura na sociedade. Ambos filmes são dirigidos pelo inglês Jamie King e produzidos pela misteriosa The League of Noble Peers,um grupo de produtores que pouco mais se sabe além do fato deles serem alemães e ingleses e terem produzidos as duas partes de “Roube Este Filme”.

[A liga parece ter um modo de atuação, digamos assim, parecido ao do coletivo italiano Wu Ming, especialmente no caso do autor-fantasma (ou coletivo) Luther Blisset, detalhado brilhantemente no livro Guerrilha Psíquica, da ótima coleção Baderna da Editora Conrad. Saca a fala do grupo, presente no Roube Este Filme II: "People always ask us, who are The League of Noble Peers? And we tell them: You are, I am, even your bank manager is... insert yourself here, because we all produce information now, we all reproduce information, we all distribute it...]

O primeiro Roube Este Filme (no original, Steal this film), lançado em 2006 via arquivo torrent na própria página oficial do documentário, tem como ponto central a forma como entidades de lobby, como a MPAA (Motion Picture of America, a associação dos grandes estúdios de cinema dos Estados Unidos), trabalharam sua influência sobre as autoridades na Suécia para causar um ataque ao Pirate Bay em maio de 2006, quando a empresa onde ficavam hospedados os servidores do site (o host) foi invadida por policiais e teve os seus computadores apreendidos. Para contar essa história em 32 minutos, os produtores entrevistaram desde os responsáveis pelo Pirate Bay até produtores e dirigentes da indústria do entretenimento, passando ainda por figurões de Hollywood (como o ator Richard Dreyfuss, autor de uma das falas mais lúcidas sobre a polêmica toda), membros do Partido Pirata Sueco e usuários de tecnologias de compartilhamento de arquivos.

Os que visitam essa página faz algum tempo devem se lembrar de que já falamos bastante do Roube Este Filme I por aqui, num dos posts mais comentados e discutidos deste um pouco mais de um ano de BaixaCultura. Aliás, os que estão entrando agora também devem ver o banner que se encontra aqui do ladinho, que leva justamente ao já linkado post, que não está ali por acaso: nosso parceiro Edson fez a tradução das legendas do filme para o português e as disponibilizou, seja já sincronizada com o filme e prontinho pra baixar, no Youtube dividido em quatro partes ou, ainda, só a legenda mesmo, em formato srt.

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Roube Este Filme II, lançado oficialmente em novembro de 2007 na conferência “The Oil of the 21st Century – Perspectives on Intellectual Property“, em Berlim, Alemanha, além de ser um poquito mais longo (44 minutos) que o primeiro, vai mais além na discussão do contexto econômico/tecnológico/cultural que está diante das chamadas “copyrights wars”, as batalhas entre o livre compartilhamento de bens culturais e o repressão à estas práticas através da tentativa de endurecimento das leis de direitos autorais. Esta segunda parte traça também um paralelo entre o impacto da imprensa e o da Internet em termos de tornar a informação acessível para além de um grupo privilegiado de “controladores” da informação. O argumento central do filme é de que a natureza descentralizada da Internet faz com que a aplicação dos direitos de autor hoje seja praticamente impossível – pelo menos se considerar estes direitos tais como eles foram estabelecidos primeiramente no século XVI na Europa e como ainda hoje se configuram.

Segundo matéria do jornal britânico The Guardian, ambas partes de “Steal This Film” se inserem no coração de um estilo de documentário-manifesto, onde os cineastas praticam, em seu próprio filme, aquilo que defendem perante à sociedade. É por conta dessa estretégia que as duas partes estão disponíveis nos mais variados formatos para download na página oficial dos filmes, bem como as legendas em mais de 10 línguas, todas produzidas e enviadas espontaneamente pelo público mundo afora.

Dentre os diversos festivais que os dois documentários foram exibidos, destacam-se o Sheffield International Documentary Film 2008, na Inglaterra, Tampere Film Festiva 2008, na Finlândia, South By Southwest festival 2008, em Austin, nos Estados Unidos (este, um dos principais festivais de música e cultura alternativa do mundo) além de uma rumorosa exibição no International Documentary Film Festival em Amsterdã, Holanda, uma das raras ocasiões onde o diretor Jamie King falou sobre o filme e a The League of Noble Peers. Ambos os documentários também já foram exibidos em diversos canais mundo estrangeiros como o History Channel, Canal + Poland,TV 4 Sweden e o Noga, de Isreal.



Leonardo Foletto,
Baixacultura.org

no site www.baixacultura.org mais informações com links




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Próxima Exibição

30/12 – Brega S/A (Brasil, 2009, 60 min)

Cineclubismo

Debates e sessões - quartas-feiras - 19 horas - entrada franca
Auditório João Miguel de Souza - Centro Cultural Cesma – 3º andar
Rua Professor Braga, 55 - Centro - Santa Maria / RS
Telefone - 55 3221 9165 - 3222 8544

cineclubelanterninhaaurelio@gmail.com
twitter.com/cinelanterninha
www.cesma.com.br

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Mostra dos vencedores do 8º Santa Maria Vídeo e Cinema

Hoje na tradicional sessão de quarta-feira estaremos exibindo os curta-metragens vencedores do SMVC.
Uma ótima oportunidade que o Festival SMVC e o Cineclube Lanterninha Aurélio estão dando para quem perdeu a edição desse ano que contou com diversos curtas em animação, documentário e ficcção.

Cineclube Lanterninha Aurélio
Filiado ao CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros
Projeto Cultural CESMA -Santa Maria/RS - desde 1978
Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria

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Cineclubismo

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Primeiro dia do “copy, right?” (e algumas pensatas que surgem)

http://baixacultura.org/2009/12/14/primeiro-dia-do-copy-right-e-algumas-pensatas-que-surgem/
Dezembro 14, 2009 por baixacultura

Com algum atraso, tenho que dizer, em primeiro lugar, que o primeiro dia do ciclo “copy, right?” foi bastante produtivo. A presença do público foi satisfatória; compareceram entre 30 e 40 pessoas, sendo que 25 assinaram a ata de presença. Como a foto acima indica, não foi um público para encher o auditório do Centro Cultural da Cesma, mas dizem que a média do Cineclube costuma ser nessa faixa de pessoas. A divulgação pela cidade foi abrangente, com direito a espaço nos dois jornais principais, e-mails para listas diversas e cartazinhos espalhados (pessoalmente) por alguns cantos do centro da cidade – muito embora tudo tenha sido feito com pouca antecedência.

Apresentado o ciclo, foi exibido “Good Copy, Bad Copy“, de 59 minutos de duração, seguido de alguns comentários meus e a abertura para o debate, como de praxe em cineclubes. Aí foi minha grande surpresa; debateu-se de verdade. E não apenas sobre o filme, mas sobre diversas questões que compõe o pano de fundo de Good Copy, Bad Copy, da neutralidade da rede até reações desproporcionais contra a dita “pirataria” digital como o Hadopi francês e a Lei Azeredo; da democratização cultural, agora possível (ou utópica?), até as dificuldades (ou potencialidades?) de um músico para sobreviver no variadíssimo cenário musical planetário de hoje; da apropriação (nefasta, diga-se) dos termos comunismo e socialismo na tentativa de entender o sistema da internet até o incrível modelo de negócio do tecnobrega do Pará, tema dos últimos 20 minutos do filme – provavelmente os vinte minutos que mais chamaram a atenção do público, um pouquinho a frente do exemplo da Indústria de Cinema da Nigéria (Nollywood), ambas criativas e orgulhosas formas de negócios oriundas da periferia mundial e à margem da Grande e Poderosa Indústria do Entretenimento.

[Para todos aqueles que quiserem saber mais sobre Nollywood, recomendo a reportagem "Cinema Noir", da Trip da janeiro deste ano. Da sacada do título à pauta criativa e antenada, passando pelo texto descolado (no bom sentido, veja bem) comum aos textos da revista, é um baita exemplo de reportagem bem feita, daquelas que bons pares de sapato são mais importantes do que horas em telefone, pra ficar numa metáfora ao gosto de Tchekov. Pros que querem saber mais sobre o tecnobrega do Pará, recomendo estarem presentes no terceiro dia (30/12) do ciclo para assistir "Brega S/A", ou lerem o bom Tecnobrega: o pará reiventando o negócio da música, de Ronaldo Lemos e Oona Casto, disponível também em pdf.]

O debate final teve opiniões tão distintas quantos as idades dos debatedores, o que particularmente me agradou bastante, pois uma das ideias centrais do ciclo era justamente propor o debate sobre estes assuntos aqui por Santa Maria – e os filmes, nesse sentido, seriam propulsores dos questionamentos. Nas opiniões, pode-se notar que a esperança de que a rede venha a democratizar a sociedade (e aí entram cultura, política, gostos e possibilidades criativas) convive com a expectativa de que mais essa oportunidade venha a passar, especialmente por ação da poderosa mão (invisível?) do mercado, que não admite perder o que conquistou durante os últimos séculos – e se inserem nesse guarda-chuva ações como as que visam combater a “pirataria” digital, algumas resultantes em leis que ferem frontalmente a dita neutralidade original da rede. Apesar dos pesares, nota-se que a esperança continua sendo maior que a discrença, o que me fez resgatar um cético otimismo, quase esquecido nos últimos meses perante a maré tortuosa de más notícias.

Ao fim, o tempo de conversa/debate/discussão foi quase o mesmo que o da exibição do filme, no que eu agradeço muito às pessoas que estiveram presentes na quarta-feira passada.

Mais do que qualquer outra coisa, ver “Good Copy, Bad Copy” novamente me fez querer pensar em mais e mais exemplos de alternativas à margens da Indústria. Casos como o do tecnobrega e o de Nollywood nos dizem muito, é certo, e funcionam bem porque essencialmente são pensados (ou foram pensados, mesmo que sem se dar conta disso) a partir das particularidades de uma dada região. Querer aplicar estes exemplos à realidade do planeta inteiro, como A alternativa a ser seguida por todos, é indício de fracasso; nestes relativíssimos tempos atuais, uma solução nunca é A solução se nela não forem consideradas as particularidades do lugar de onde se está pensando. É mais ou menos o que dizia Gil no final desse post, quando perguntado por músicos de uma banda paulista qual seria a saída para ganhar dinheiro com sua música: “O problema é que vocês querem que apareça outro modelo único, que não vai exigir esforço algum e te traga o sono de volta, dizia Gil, no que continuava ao afirmar que hoje é exigido que venhamos a pensar um modelo próprio para a necessidade de cada um, a partir das características da obra de cada um.

É nesse sentido que busco exemplos, de todos os lugares do mundo, que contenham as mais distintas características possíveis. É a experiência dessa diversidade de situações combinadas com a necessidade real e prática de um grupo de pessoas de um dado lugar que surgirão novos modelos à margens da dita Indústria do Entretenimento. Quanto mais exemplos melhor, pois é sinal de que estamos, de alguma forma, aceitando a provocação de Gil na busca de uma estratégia própria e criativa de vivermos de nossa arte. Além do que muitos, milhares e milhões de exemplos são um sinal efetivo da ruína da nefasta indústria que sustenta artistas montados em suas luxuosas, moribundas e preguiçosas fortunas, o que, logicamente, é danado de bom, não?

[Leonardo Foletto.]

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Deixando o autor: um benefício para os artistas, arte e sociedade

Por ocasião da apresentação do trabalho Um mundo sem copyright. Artes e globalização mídiaProfessor Joost Smiers (Utrecht University), disponibiliza o texto da sua apresentação, que reproduzimos abaixo.

A apresentação foi realizada em 6 de fevereiro de 2007, às 19:00 am in "Medialab"Madrid. (MedialabMadrid Intermediae é um programa de artes área da Câmara Municipal de Madrid com vista à confluência de Arte, Ciência, Tecnologia e Sociedade).

Deixando o autor: um benefício para os artistas, arte e sociedade

Joost Smiers

Sob pressão de os E.U., a Organização Mundial da Propriedade Intelectual está tentando dar as grandes indústrias de controlo da comunicação cultural decisiva sobre o que pode se comunicar na Internet não seria um exagero para lembrar o poder que o Comité Central do Partido Comunista tinha nos velhos tempos da União Soviética. Devemos estar satisfeitos por diversas organizações ao redor do mundo estão protestando contra este ataque em profundidade contra os nossos direitos fundamentais de livre comunicação. Mesmo assim, a maioria dessas críticas é marginal.

É tempo de reconhecer que há algo de fundamentalmente errado em nosso sistema ocidental de direitos de autor, que é a fonte da aberração que só algumas companhias para ter poder sobre como nos comunicamos através da Internet, e as condições em que este ocorre. É hora de perguntar se devemos continuar a trabalhar com este sistema de direitos de autor, que é uma invenção do século XIX que não está preparada para promover o direito fundamental à livre comunicação nos vinte do século primeiro. Vamos analisar o porquê.

Imagine o mundo sem direitos autorais. Neste artigo, vou mostrar os argumentos básicos para o abandono do sistema de direitos autorais. Pode parecer surpreendente, mas esta intervenção irá melhorar a situação da maioria dos artistas a nível mundial. Também garantir que nós, como cidadãos e como artistas, não podemos continuar nosso domínio público do conhecimento e criatividade por parte de alguns conglomerados culturais.

Há alguns meses atrás, Carlos Gutierrez, U. S. secretário de Comércio. UU., Anunciou uma série de iniciativas para acabar com a pirataria, entre outras coisas, a música. Perdas com a pirataria são estimados em cerca de 250 bilhões de dólares anualmente, somente em os E.U. Num comunicado de imprensa, Gutierrez disse: "A proteção da propriedade intelectual é fundamental para nosso crescimento e nossa competitividade global, e tem implicações importantes em nosso esforço contínuo para promover a segurança ea estabilidade em todo o mundo." Agora, tenho que admitir que eu nunca pensaria que o autor poderia contribuir para a segurança e estabilidade globais.

Este é um lugar fascinante, especialmente, nas palavras do U. S. secretário de Estado! Mas Carlos Gutierrez tentou outro aspecto do tema, que é mais óbvio. O autor tem vindo a tornar-se uma ferramenta para ganhar grandes investimentos. Na última década, tornou-se um dos principais motores da economia no Ocidente e, mais especificamente, a economia E.U.. Mas este curso dos acontecimentos tem uma desvantagem importante: as empresas que possuem grande quantidade de trabalhos com direitos autorais podem, se assim o desejarem, mais fraco foragido cultural não só o mercado, mas a atenção do público em geral. Isso está acontecendo diante dos nossos olhos. É quase impossível de desviar a atenção dos blockbusters, best-sellers e álbuns mais vendidos plantada estes gigantes diante de nós pela cultura, curiosamente, têm todos os direitos sobre estas obras imagináveis. Como resultado, a maioria das pessoas não têm a menor idéia de todas as outras práticas, menos comercial, levando-se em música, cinema, teatro e outras áreas artísticas. Isto representa uma grande perda para a sociedade porque o nosso mundo democrático só pode existir em um ambiente de grande diversidade das expressões culturais livremente articulada e debatida.

Copyright é normalmente entendido, em primeiro lugar e acima de tudo, proteger o bem-estar e os interesses dos artistas. Mas a história nos ensina que a primeira formulação de uma política semelhante à nossa atual lei de direitos autorais tinham objetivos muito distantes dos cuidados de renda do artista. A primeira iniciativa para proteger a propriedade intelectual da expressão artística pertence a rainha Ana da Inglaterra, que em 1557 deu o monopólio do livreiros guilda sobre a impressão e publicação de livros, um monopólio que, muito conveniente , eliminando toda a concorrência de impressoras em outros locais, como em outros países, ou a Escócia rival. Na verdade, o termo autor diz tudo: o direito exclusivo de copiar qualquer trabalho. Em nenhum lugar as leis de copyright cedo mencionado o autor ou o artista que produziu o trabalho. Queen Anne tinha suas razões para a aprovação desta legislação. Ele não gostou muito da idéia de "livre expressão" e de dar a guilda dos livreiros o direito exclusivo de publicar livros tem total controle sobre quais livros poderiam ser publicados e quais livros a proibição e varrer o mercado. No final do dia, que concede direitos também pode revogá-las.

Esta lei da Rainha Anne é o espectro que continua a assombrar os direitos autorais para este dia, e talvez mais agora do que em qualquer outro momento na história. Cada vez mais pequenos grupos de entidades maiores e cada vez mais poderosos possuem direitos exclusivos de obras cada vez mais nas áreas de literatura, cinema, música e artes visuais. Por exemplo, Bill Gates, o famoso fundador da Microsoft, também é proprietária de uma pequena empresa menos conhecido chamado Corbis, que reúne uma quantidade enorme de imagens de todo o mundo. Junto com Getty, Corbis está desenvolvendo um oligopólio na área da fotografia e reproduções de pinturas. Em palavras outras, uma entidade com um grande poder no mercado, muito parecido com o poder da guilda do livreiros no século XVI. O controle de oligopólio em que a arte pode usar, para que fins, sob que condições, muito similar a como Queen Anne controlar a impressão de livros.

Na maioria das culturas do mundo, este estado de coisas tem sido e é muito indesejável, mesmo inimagináveis. Artistas sempre usaram as obras de outros artistas, e sempre têm contado com eles quando a criação de novas obras de arte. É realmente difícil imaginar que as obras de Shakespeare, Bach e tantos outros pesos-pesados cultural teria sido possível sem este princípio, a construir sobre as obras dos antecessores. Mas o que vemos hoje? Olhe o exemplo da documentação, que estão enfrentando nada menos do que obstáculos intransponíveis, desde a sua produção, quase inevitavelmente, contém fragmentos de visual e conteúdo musical sujeitos a direitos de autor, a sua utilização exige o consentimento de ambos e de pagamento ao proprietário do os direitos de reprodução. Este último é quase sempre fora do alcance do documentário, e os acima dão Bill Gates, ou qualquer outro proprietário dos direitos autorais, os direitos para autorizar a utilização do "seu" conteúdo artístico das formas da mesma forma que considerar apropriada. Mas o lugar dentro de todo o arranjo, são os nossos direitos? Os direitos humanos devem garantir a liberdade de comunicação e da livre troca de idéias e formas culturais que permitiram que foi em grande parte a construção de nossa sociedade moderna. Mas esse desenvolvimento cultural humano vai parar se um pequeno grupo de pessoas ou empresas podem chamar-se "donos" da maioria das imagens e melodias que nossa sociedade tem criado. Isso os coloca em uma posição privilegiada para ditar como podemos usar uma parte substancial do nosso coletivo realizações culturais, de que forma e em que condições. As consequências serão terríveis. Estamos sendo silenciados. Nossa memória cultural que estamos a ser confiscados e trancado. O desenvolvimento e divulgação da nossa identidade cultural está a ser corroído, e nossa imaginação está sendo preso por lei.

Ao contrário do que se poderia esperar, as possibilidades aparentemente infinita de cópia e de amostragem que permite a utilização de modernas tecnologias digitais não só tem piorado a situação. Publicamente oferecem ainda um segundo de um trabalho protegido imediatamente atrair a atenção de advogados para os "donos" de tal material. Os artistas do som, que é utilizado livremente amostra do trabalho dos outros para construir novas criações musicais, agora são tratados como piratas e criminosos. Surgiram setores inteiros da indústria focada na aplicação da lei, farejando o dia digital e noite em busca de qualquer vestígio de atividade relatada no trabalho dos outros e aqueles que foram apanhados em flagrante, muitas vezes enfrentam a perda de praticamente todos eles têm.

O autor tem um outro defeito intrínseco que torna insustentável em uma sociedade democrática. Hoje, o autor se baseia quase que exclusivamente sobre a chamada propriedade intelectual. Este é um problema porque a definição tradicional de propriedade é inconciliável com conceitos intangíveis como conhecimento e criatividade. A melodia, uma idéia ou uma invenção não iria perder nenhum dos seus valores ou utilitários se forem compartilhados entre qualquer número de pessoas. Em vez disso, qualquer objeto físico, como uma cadeira, rapidamente perde a sua utilidade quando muitas pessoas querem usá-lo. Neste último caso, o termo "propriedade" tem um significado claro e função. Infelizmente, nas últimas décadas, a definição de propriedade foi estendido muito além de qualquer restrição física. Hoje, quase tudo pode ser propriedade de alguém, como o perfume ou cores. Até a composição das proteínas em nosso sangue e genes em nossas células são reclamadas como propriedade exclusiva desta ou daquela empresa, que pode, portanto, proibir a sua utilização por qualquer pessoa ou entidade. Portanto, é hora de reconsiderar o conceito atual de propriedade.

No que diz respeito a obras de arte, é possível que nenhuma pessoa deveria ter o direito de reivindicar a propriedade exclusiva de, por exemplo, uma melodia. Nós todos sabemos que todas as obras de arte, e todas as invenções, são baseadas nas obras dos antecessores. Isso não significa que temos menos respeito para os artistas que criam novas obras de arte com base no trabalho de outros artistas, e nós temos uma obrigação de contribuir para o bem-estar ea renda dos artistas em nossa sociedade. Mas recompensar cada uma de suas realizações, ou a sua reprodução e à sua interpretação, com um monopólio prorrogado por décadas, também, porque ele não deixa nada sobre o que outros artistas podem construir. De fato, para criticar o trabalho de um artista tornou-se difícil, que pode "prejudicar" sua propriedade ". Tão desagradável quanto parece, as coisas ficam ainda piores quando paramos para pensar que a grande maioria dos trabalhos com direitos autorais estão nas mãos de poucas grandes conglomerados empresariais. Essas mega-empresas não criam, nem inventar ou produzir nada, mas exigem que os artistas conceder-lhes todos os direitos sobre suas obras em troca do privilégio de distribuir seu trabalho.

Deste ponto de vista, há uma boa razão para puxar o nosso sistema de direitos autorais no lixo. Claro, os artistas que se sentem ameaçados por um ato radical. Afinal, sem direitos autorais, eles perderiam seus meios de subsistência bem? Bem, não necessariamente. Considere-se, primeiro, alguns números. Uma pesquisa feita por economistas têm mostrado que apenas 10% dos artistas faz cerca de 90% das receitas por direitos autorais, e os outros 90% dos artistas têm que compartilhar os restantes 10%. Em palavras outras, para a grande maioria dos artistas, dos direitos de autor oferece apenas um mínimo de benefícios financeiros. Além disso, há outro fenômeno peculiar: a maioria dos artistas têm vindo a algum tipo de acordo com a indústria da cultura. Como se esses dois grupos têm alguns interesses em comum! Por exemplo, GEMA, o órgão de gestão dos direitos alemão, envia cerca de 70% das receitas dos direitos de autor estrangeiro, principalmente E.U., lar de alguns dos maiores conglomerados do mundo da cultura. Neste processo, o artista ou a média é visto.

O que é necessário é uma forma de garantir que os artistas podem obter um retorno justo para os seus trabalhos sem o risco de ser varrido do mercado e da atenção do público por força do marketing da indústria cultural. Isto pode soar um pouco idealista e talvez irreal, mas não podemos subestimar a necessidade social de diversidade cultural. O interessante é que para os artistas é perfeitamente possível de existir e desenvolver-se sem direitos de autor. Finalmente, afinal, o copyright não é apenas uma camada protetora em torno de uma obra de arte, ea questão é se os benefícios de tal protecção superam as desvantagens. Os artistas, quer como agentes e produtores são empreendedores. Então, o que justifica o fato de que seu trabalho recebeu proteção muito mais (isto é, a longo prazo monopolista controle sobre seu trabalho) que o trabalho de outros empresários? Por que eles não serão permitidos apenas para oferecer seu trabalho no mercado aberto e tentar obter os compradores?

Tentar prever o que poderá acontecer no caso em que o autor foi abolido. Um dos primeiros efeitos seria curioso: de repente, a indústria cultural não teria nenhum interesse em investir em best-sellers, sucessos de público e as estrelas. Caso não de direitos autorais e propriedade intelectual, essas obras poderiam apreciar e partilhar para todos, os gigantes da indústria cultural perderiam seus direitos exclusivos de obras de arte. Como resultado, perdem também a sua posição dominante no mercado, o que mantém muitos artistas longe do público. O mercado irá normalizar, o que permitirá que os artistas apresentam seus trabalhos, tornadas públicas, e obter uma boa renda para seu trabalho. Esta receita viria, inicialmente, o fato de ser a primeira a comercializar uma determinada obra. Mas há outro fator que contribui para o sucesso de artistas. Um mercado cultural padronizado iria oferecer mais oportunidades para os artistas a criar uma reputação como uma marca, que poderiam ser exploradas para vender mais obras a um preço mais elevado. A cópia rápida e generalizada do trabalho de um artista, algo que só é possível na era digital, pode reduzir seu valor de mercado, mas só servem para aumentar a reputação do artista. Isto dá aos artistas a oportunidade de continuar a vender seu trabalho para um público mais amplo do que a indústria actual-driven modelo.

Claro, deixar o autor traz para a mesa uma série de questões importantes que precisam ser respondidas. Mais especificamente, eles tomam três definições importantes. Primeiro, é o tema que a produção de uma obra de arte, muitas vezes envolve um investimento significativo de tempo e / ou dinheiro. Isto precisa de proteção legal por um curto período de tempo, por exemplo, um ano no caso da literatura e do cinema, o tempo durante o qual o artista poderia usar os direitos de seus trabalhos exclusivamente. Mas este prazer seria diferente da prática atual, já que o trabalho automaticamente seria parte do domínio público após o término deste período, como era costume em todas as culturas antes de nossas leis de propriedade intelectual hoje.

Claro que a pergunta é: por que, exatamente um ano e não mais? A experiência nos ensina que a vida económica da maioria das obras é de um ano ou menos. Após esse período, produzir e distribuir o trabalho tornou-se menos interessante para os outros, uma vez que muitos outros poderiam fazer o mesmo, tornando inviável o investimento. Uma implicação evidente disto seria de que poderia haver uma utilização ilegal de obras de arte como o material em questão não pertence a ninguém. A pirataria é uma coisa do passado, como seria a criminalização e perseguição de pessoas para compartilhar e distribuir obras de arte, tais como a partilha de música na Internet.

O segundo problema seria, obviamente, que muitas obras de arte não pode fornecer qualquer vantagem em um mercado livre por um longo tempo. Isso poderia ocorrer no caso de um trabalho continua "desconhecido" para o público por muito tempo. Ainda assim, é importante para a sociedade que uma variedade de obras disponíveis para a apreciação e debate público. Artistas também precisam de oportunidades para desenvolver o seu trabalho, mesmo quando não é interessante para o mercado mais amplo. O desenvolvimento de competências e estilo pessoal do artista, geralmente leva muito tempo, mas é do interesse da sociedade para investir no desenvolvimento. Por esse motivo e outros, a sociedade tem a obrigação de apoiar a criação destas obras de arte por meio de subsídios e modelos de apoio.

O terceiro problema diz respeito a todo o mercado cultural. Deixando o autor iria eliminar uma base importante da dominação das nossas indústrias culturais, mas isso não significa necessariamente que sua dominação chega ao fim. Continuariam a indústrias estabelecidas em suas mãos o controle sobre a produção, distribuição e comercialização de escala dos produtos e serviços culturais. Esta é uma das razões do seu sucesso atual para manter o controle total sobre a obra de arte, desde a concepção até ao consumidor final, e é este modelo de distribuição que determina em grande parte o que filmes, livros, produções de teatro e visuais para apreciar.

Essa concentração de poder seria indesejável em qualquer setor, mas tem uma particularmente difícil no campo da cultura. Podemos, portanto, imaginar que o mercado cultural foi submetido a uma espécie de direito da concorrência com uma forte ênfase cultural. Este estaria relacionado, nomeadamente, com a posse dos meios de produção e distribuição de produtos culturais. A legislação também chamaria empresas força cultural de (re) apresentar a totalidade da actual diversidade cultural que está sendo criada por artistas locais e internacionais.

Este modelo seria um mundo sem direitos autorais não é só perfeitamente possível, mas muito benéfico para muitos artistas, e tornar-se uma verdadeira bênção para a democracia cultural.

Joost Smiers Artes é o autor de Under Pressure, Promovendo a Diversidade Cultural na Era da Globalização (Zed Books), e é professor de Ciência Política da Arte Grupo de Pesquisa em Artes e Economia na Escola de Arte em Utrecht, na Holanda.

Este texto está licenciado sob a Licença Creative Commons ByNCSA. Você pode ler o texto completo da licença creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/

Traduzido por Kamen Nedev

Tradução: Esta obra está licenciada sob uma ReconocimientoSin Obras Derivadas 2,5 Espanha Creative Commons. Para ver uma cópia desta licença, visite creativecommons.org/licenses/by-nd/2.5/es/ ou envie uma carta para Creative Commons, 559 Nathan Abbott Way, Stanford, Califórnia 94305, E.U.A..

Publicado em www.medialabmadrid.es/smiers_abandoning_copyright.pdf

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Ciclo Copy, Right?

Cineclube Lanterninha Aurélio
Filiado ao CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros
Projeto Cultural CESMA -Santa Maria/RS - desde 1978
Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria

Ciclo Copy, Right?

Pra encerrar esse turbulento e acelerado 2009, o Cineclube Lanterninha Aurélio, em parceria com o BaixaCultura.org, propõe um ciclo sobre um tema que gradativamente vem saindo do nicho dos especialistas para adentrar aos lares (e pcs) de toda a sociedade mundial: a "pirataria" digital.

Falar em "pirataria" digital hoje em dia é, necessariamente, falar sobre cópia, e falar de cópia no contexto atual é falar também de internet, cibercultura, autoria, direito autoral, cultura livre, remix, dentre outras diversas questões que são puxadas para dentro do mesmo caldeirão de debate e fermentadas por pontos de vistas que inclui ideologias, previsões - catastróficas ou utópicas - e, acima de tudo, questionamentos sobre a sobrevivência de uma das indústrias mais poderosas que se estabeleceu no nosso recém findado século XX - a indústria do entretenimento.

A lógica industrial da cultura [a lógica cultural dominante ao longo do século 20] se baseia num esquema feroz de controle autoral (o copyright), mais ou menos feroz a depender do volume de dinheiro envolvido. Quando a tecnologia digital torna extremamente difícil esse controle, e aos lucros cada vez menores da indústria se equipara uma produção cultural descentralizada, diversificada e auto-gerenciada; quando a reação da indústria é uma dispendiosa campanha “contra a pirataria”, por vezes redundando em leis que já nascem mortas e atitudes como processar os próprios consumidores dos produtos que vendem, é aí que se pensa que algumas mudanças nestes costumes e leis se fazem (muito) necessárias, a fim de que elas pelo menos possam acompanhar – e não travar - o desenvolvimento tecnológico (e o consequente cultural) da sociedade.

É neste cenário de constante transformação que se insere a discussão que propõe os filmes a serem exibidos no Cineclube Lanterninha Aurélio neste mês. O ciclo "Copy, right?" apresenta quatro recentes documentários, todos produzidos nesta primeira década do segundo milênio, que tratam questões como “pirataria” digital, cópia, direito autoral, cultura livre, remix e novas formas de distribuição (e comercialização) da música, cada um sob um ponto de vista e trazendo seus próprios exemplos, que vão desde a milagrosa indústria de cinema nigeriana – a que atualmente mais filmes produz no planeta, a frente de Hollywood e Bollywood, na Índia – até o site sueco de busca de arquivos torrents Pirate Bay, passando ainda pela cena tecnobrega de Belém do Pará e por trabalhos de djs que usam e abusam de remix de outras músicas.

O ciclo começa na quarta feira dia 9 de dezembro com “Cópia Boa, Cópia Má”, auto-referenciado como um “documentário sobre o estado atual do copyright e da cultura”, dirigido e produzido pelos dinamarqueses Andreas Johnsen, Ralf Chistensen e Henrik Moltke. Lançado em 2007, o filme, com duração de 59 minutos, levanta questões delicadas relativas aos copyrights e a propriedade intelectual, trazendo interpretações tanto do ponto de vista dos entusiastas da cultura do remix quanto dos defensores da manutenção do status quo dos direitos autorais. Alguns dos entrevistados pelos cineastas dinamarqueses são o DJ e produtor musical Girl Talk, Dr. Lawrence Ferrara, diretor do departamento de música da Universidade de Nova Iorque, Lawrence Lessig, autor do livro Cultura Livre e criador do Creative Commons, Charles Igwe, produtor cinematográfico de Lagos, Nigéria, Dan Glickmann, representante da Motion Picture Association of America (MPAA),e os brasileiros Rolando Lemos, professor de direito da Fundação Getúlio Vargas, e DJ Dinho Tupinambá, um dos mais conhecidos personagens do tecnobrega do Pará. A questão central do filme pode ser resumida na busca pelo difícil equilíbrio entre a proteção de alguns direitos dos ditos autores de obras intelectuais e o direito das gerações futuras de poder criar livremente a partir do que já foi produzido nos muitos milhares de anos em que o homem habita este planeta.

Na segunda exibição do ciclo (23/12) serão exibidos "Roube este Filme I" e "Roube Este Filme II", ambos produzidos pela misteriosa The League of Noble Peers e finalizados em 2006 e 2007, respectivamente. O primeiro documentário, de 32 minutos, é centrado no caso do Pirate Bay, um dos ícones da chamada “pirataria” digital; o segundo, com duração de 44 minutos, vai mais além e busca entender questões tecnológicas e culturais que estão por trás da chamada “copyright wars”, além de discutir algumas transformações culturais e tecnológicas em andamento com o advento da internet.

Por fim, na quarta feira dia 30, antevéspera do reveillon, será exibido o brasileiro "Brega S/A", documentário dirigido por Vladimir Cunha e Gustavo Godinho, finalizado em setembro deste ano. O filme, único brasileiro da amostra, trata da surpreendente cena tecnobrega de Belém do Pará, um fenômeno cultural que nos últimos tempos tem atraído a atenção mundial por conta de sua inovadora estratégia de comercialização, onde a pirataria entra como mais um elemento parceiro na circulação do que um "inimigo" a ser eliminado.

Como os filmes a serem exibidos e o próprio nome do ciclo sugerem, a ideia que percorre esta amostra é a da cópia livre, do livre compartilhamento de informação e de ideias. Todos os documentários estão disponíveis gratuitamente na rede, e alguns deles – caso dos exibidos no primeiro e no segundo dia do ciclo – incentivam a exibição/reprodução e até remixagem de seus conteúdos. Eles partem do princípio que a criação intelectual se defende ao compartilhar, algo que vem a calhar com outra ideia, trazida pelo notório coletivo italiano Wu Ming, de que obras intelectuais não devem ser apenas produtos do intelecto, mas produtoras de intelecto.

Leonardo Foletto,

Baixacultura.org

Ciclo Copy, right?


9/12 - Cópia Boa, Cópia Má (Dinamarca, 2007, 59 min)

23/12 – Roube Este Filme I (Reino Unido/Alemanha, 2006, 32 min)

Roube Este Filme II (Reino Unido/Alemanha, 2007, 44 min)
30/12 – Brega S/A (Brasil, 2009, 60 min)

Cineclubismo

Debates e sessões - quartas-feiras - 19 horas - entrada franca
Auditório João Miguel de Souza - Centro Cultural Cesma – 3º andar
Rua Professor Braga, 55 - Centro - Santa Maria / RS
Telefone - 55 3221 9165 - 3222 8544

www.cesma.com.br

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Lançamento do curta-metragem ESTRADA

Cineclube Lanterninha Aurélio -
Filiado ao CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros
Projeto Cultural CESMA -Santa Maria/RS - desde 1978
Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria

02 de dezembro de 2009 - 19 h
Lançamento do curta-metragem de ficção ( ESTRADA ) poa - rs

"Um lugar para desejar que as coisas sejam diferentes"

Estrada é um drama psicológico que flerta com o universo fantástico, dentro de um gênero pouco explorado no cinema brasileiro. A trama, como sugere o nome, acompanha a busca do personagem de Leonardo Machado por um lugar que realiza os desejos de quem o alcança, guiado por um médico interpretado por Charlie Severo.

O curta, financiado pelo Fumproarte (fundo de apoio a cultura da Sec. Municipal de Cultura de Porto Alegre), apresentou uma proposta diferenciada de realização, unindo em sua equipe jovens profissionais oriundos das novas faculdades de cinema do RS somados a profissionais experientes do mercado audiovisual.

A Velha Árvore Filmes, dos sócios Daniel Gabardo e Marcel Kunzler, foi criada em 2007 com a proposta de trabalhar com conteúdo para cinema e TV. Estrada é o 2º filme da produtora

Ficha Técnica:

Duração
20 min . porto alegre . novembro 2009

DIREÇÃO
Marcel Kunzler

ROTEIRO
Bernardo Turela

ELENCO
Charlie Severo ( Messalina 2004 /

Leonardo Machado ( Em Teu Nome 2009 / Cortejo Negro 2008 / 3 efes 2007 / Valsa Para bruno Stein 2007 / Sal de Prata 2005 )

PRODUÇÃO
Daniel Gabardo e Nicky Klopsch

DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
João Batista Fröhlich

DIREÇÃO DE ARTE
Tatiana Nequete



www.velhaarvore.com.br

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Cineclubismo

Debates e sessões - quartas-feiras - 19 horas - entrada franca
Auditório João Miguel de Souza - Centro Cultural Cesma – 3º andar
Rua Professor Braga, 55 - Centro - Santa Maria / RS
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

programação cineclube lanterninha aurélio - dentro do 8º smvc

oficina de cineclubismo - das 9h às 12 - de terça a sexta-feira

ministrantes
paulo henrique teixeira , cineclubista , acessor de comunicação da cesma e coordenador do cineclube lanterninha aurélio
gilvan veiga dockhron , professor da ufsm e diretor regional do conselho nacional de cineclubes ( cnc )

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mostra cinema pelo mundo / mostra de filmes argentinos

24 a 27.11
terça a sexta-feira - 16:30 min

mostra festival internacional de curtas-metragens de oberá

oro verde
direção : ognacio busquier

desocupados , una lucha por la reinvención del trabajo
direção : amílcar soto y valeria ramírez arbo

túneles en el rio
direção : igor gualuk

enroque
direção : pablo bondesán

polizones
direção : juan carlos gronda

mofetas
direção : inés enciso

a humillados y ofendidos
direção : javier horacio alvarez , césar brie y pablo brei

el rey de zinacantán
direção : antonio coelho

engaí , la verdadera compasión
direção : josé eliseche

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exibição do longa-metragem
em teu nome - quinta - 26.11 - 10 h - entrada franca
direção e Roteiro: Paulo Nascimento

No início dos anos 70 o Brasil vivia o endurecimento da ditadura militar.
A sociedade se organizava e resistia das mais variadas maneiras. Alguns grupos políticos optaram pela luta armada para enfrentar o regime.
Partindo deste contexto, EM TEU NOME... conta a história de Boni, um estudante de engenharia de origem humilde, que adere a luta armada, mas carrega dúvidas e medos sobre se este seria realmente o melhor caminho. Boni teme pela família, pela namorada e pelo futuro, que parece mais incerto a cada dia.
Como tantos, é preso, torturado e banido do país, ao ser trocado pelo embaixador suíço no chamado Grupo dos 70.

No exílio no Chile, ao lado da companheira Cecília, passa a compreender a sociedade de outra maneira. Começa a trabalhar e a conviver com o povo chileno, percebendo que “para mudar a realidade é preciso primeiro entendê-la”. O golpe militar derruba Allende e transforma a vida novamente.
Com Cecília e o filho Rodrigo (que nasceu no Chile), Boni parte para a Argélia (onde nasce mais um filho – Luciano) e posteriormente para Paris, onde é escolhido presidente do Comitê Brasileiro da Luta pela Anistia.

Volta ao Brasil, nove anos depois de ter sido banido, com outra dimensão do mundo.

EM TEU NOME... fala sobre o aprendizado, a transformação pela qual as pessoas e o país passaram nos anos de exceção no Brasil.

À frente da Accorde Filmes, Paulo Nascimento dirigiu os longas-metragens Diário de um Novo Mundo (vencedor dos kikitos de melhor roteiro e filme do júri popular, em 2005), Valsa para Bruno Stein (kikito de melhor atriz para Ingra Liberato, em 2007) e o longa infantil A Casa Verde, com lançamento previsto para julho deste ano.

http://www.emteunome.com.br/site/index.html




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exibição do doc . os olhos fechados da américa latina

27.11 - sexta feira - 16:30 min

doc . arg . 84 min . 2007

mostra a mineração a céu aberto, a plantação da soja, as monoculturas, a depredação de solos, bosques, repressas , a devastação dos peixes e a produção de pasta de celulose , que colocam em evidência a estreita relação entre o saque dos recursos naturais, a contaminação do ambiente e o modelo de exploração multinacional .

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8º seminário gaúcho de cinema
28.11 . sábado . das 9h às 13 h

pauta da discussão :
análise da produção gaúcha e dos editais de fomento para curtas , médias e longas , intercâmbio com o fórum entre fronteiras , novas formas de difusão , proposta de uma agenda comum , para 2010 , de encontros e palestras para o desenvolvimento do cinema no estado e seu intercâmbio com o mercosul e santa maria cidade pólo visual .
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cesma / cineclube lanterninha aurélio
rua professor braga 55
auditório joão miguel de souza 3º andar

55 3221 9165 - 55 322 8544

sábado, 21 de novembro de 2009

Pré-Jornada Nacional de Cineclubes em Santa Maria

Começou a pré-jornada nacional de cineclubes, antecipando a 8ª edição do Santa Maria Vídeo e Cinema. A abertura aconteceu ontem, 20 de novembro, às 21h, na sede do Cineclube Lanterninha Aurélio, anfitrião desse encontro.

Os trabalhos da pré seguem até a noite de domingo, com a presença de representantes regionais e os diretores do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros, num total de 30 pessoas.

A pré-jornada tem por objetivo repensar as atividades desenvolvidas desde a última jornada que se deu no ano passado em Belo Horizonte e planejar as atividades e a próxima jornada nacional marcado para o ano que vem.

É a segunda vez que Santa Maria recebe as principais lideranças cineclubistas, motivo de orgulho e de reconhecimento do trabalho desenvolvido por aqui.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Doc Sobre Juscelino Kubitschek no Cineclube Lanterninha Aurélio


O documentário brasileiro da década de 80, Os anos JK – Uma trajetória política será exibido na sessão desta quarta-feira, 18/11, no Cineclube Lanterninha Aurélio. O filme, que dá continuidade ao Ciclo Aquecendo o Projetor, é dirigido por Silvio Tendler, homenageado do SMVC de 2009, e conta a trajetória do presidente brasileiro Juscelino Kubitschek, desde sua estreia como político, passando pela construção de Brasília até a perda dos direitos políticos. Dez anos de história; é o Brasil da bossa nova, da ditadura; é ver para não esquecer.

O documentário recebeu o prêmio especial do júri e melhor montagem no Festival de Gramado, em 1980, e o troféu APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte, de melhor montagem, em 1981.

Silvio Tendler, 1980, 110’-
Cineclube Lanterninha Aurélio
Projeto Cultural CESMA -Santa Maria/RS - desde 1978
Filiado ao CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros

Cineclubismo

Debates e sessões - quartas-feiras - 19 horas - entrada gratuita
Auditório João Miguel de Souza - Centro Cultural Cesma – 3º andar
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twitter cinececlube lanterninha
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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Encontro de Documentaristas

Na próxima semana, de 27 a 30 de outubro de 2009, acontece o 2 Encontro de Documentarista da América Latina e do Caribe, na cidade de Guayaquil, Equador. O Cineclube estará representado por Luiz Alberto Cassol.

O convite partiu da SAV - Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura do Brasil, do CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros e da Organização do Encontro de Documentaristas do Equador.

Na quarta-feira, 28 de outubro de 2009, Cassol palestra juntamente com o cineclubista, produtor de cinema e Presidente do CNC, Antônio Claudino de Jesus, da mesa "La formación de público. Nuevas audiencias para el documental.¿De qué manera el Cineclubismo puede contribuir al cambio de hábitos de consumo audiovisual?"

A mesa será composta por: Susana Villeguia (ARGENTINA), Antonio Claudino de Jesus (BRASIL), Luiz Alberto Cassol (BRASIL), Gustavo Michelena (VENEZUELA) e Ricardo Restrepo (COLÔMBIA). O local será a Sala Galo Galecio, Centro Cultural Libertador Simón Bolívar, Guayaquil, Equador.

O programa completo, em espanhol pode ser conferido em www.filmesdejunho.com

saura encerra o ciclo de outubro

Um dos filmes mais populares de Carlos Saura, "Mamãe faz 100 anos", recupera novamente a discussão iniciada em "Ana e os lobos" (1972). Agora, para comemorar o aniversário da matriarca, Ana volta para casa, em companhia de seu marido, Antonio. A vida da família mudou bastante, mas continua com muitos problemas e traumas do passado. Enfrenta ainda problemas econômicos e assim decidem "eliminar" a mãe, para poder vender a propriedade para a especulação imobiliária.
Trata-se de uma crítica ao governo de Franco, que deixou marcas profundas na sociedade espanhola. E Saura, talvez tenha sido um dos poucos artistas que nunca se omitiu de apontar essas questões em seus trabalhos.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Programação Especial Dia das Crianças . Cesma / Cineclube Lanterninha Aurélio e CAPS


A Cesma e o Cineclube Lanterninha Aurélio em parceria com o CAPS Infantil de Santa Maria - Centro de Atenção Psicossocial, farão uma programação especial para o dia das crianças.

Nesta quinta-feira, dia 15/10, serão exibidos 40 minutos de curtas metragens da Programadora Brasil. A atividade envolverá cerca de 30 crianças e adolescentes. Haverá uma sessão às 10h e outra às 15h.

A atividade é aberta e você está convidado a participar.

O que: Curtas da Programadora Brasil
Quando: 15/10/09 - às 10h e às 15h
Onde: Cineclube Lanterninha Aurélio
Quanto: de graça


O Cineclube Lanterninha Aurélio fica no 3° andar do Centro Cultural Cesma - Rua Professor Braga, 55.

Telefone - 55 3221 9165 - 3222 8544

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Morango e Chocolate no Cineclube Lanterninha



O Cineclube Lanterninha Aurélio faz uma homenagem à cultura hispânica neste mês. Para dar sequência ao ciclo yo soy yo e mis circunstancias, será exibido nesta quarta, dia 14/10, Morango e Chocolate. O filme cubano de Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tabió é baseado no conto El bosque, el lobo y el hombre nuevo do roteirista Senal Paz. A apresentação do filme será feita pela Ana Paula Cantarelli, assim como Angelise, que fez a excelente apresentação na semana passada, também é estudiosa da literatura espanhola.

A história remete à Havana de 1979, onde dois personagens antagônicos se cruzam: David (Vladimir Cruz), estudante universitário que acredita na essência da Revolução Cubana e nas suas grandes realizações, e Diego (Jorge Perugorria), um artista dissidente que luta contra o preconceito a que são submetidos os homossexuais em Cuba e que exige o direito da liberdade de expressão num governo autoritário. A discussão travada entre ambos revela os dois lados da Revolução Cubana. David, filho de camponês que teve acesso à universidade pública, vê nessas conquistas o verdadeiro sentido da Revolução, enquanto Diego, homossexual que sofre discriminação em seu país, contesta, a todo o momento, a visão unilateral da Revolução que David defende. O conflito pessoal que se estabelece entre eles propicia reflexões sobre o regime comunista e sobre as condições de liberdade do povo cubano.

O longa metragem ganhou o prêmio de melhor filme no Festival de Havana e no Festival de Gramado, além de premiações em Berlim (1994). Foi o primeiro filme a cruzar os limites de Cuba e entrar no grande circuito comercial, sendo indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Direção de Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tabió
Cuba, 1994, 105’

Morango e Chocolate

Quando: 14/10/09
19 horas entrada franca

21/10 – Segunda-feira ao Sol (França, Espanha, Itália, 2002)
28/10 – Mamá Cumple 100 Años (Espanha, França, 1979)

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Debates e sessões - quartas-feiras - 19 horas - entrada gratuita

Auditório João Miguel de Souza - Centro Cultural Cesma – 3º andar

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Yo soy yo y mis circunstancias

Cineclube Lanterninha Aurélio
Projeto Cultural CESMA -Santa Maria/RS - desde 1978
Filiado ao CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros

O cineclube Lanterninha Aurélio faz uma homenagem à cultura espanhola neste mês. O dia 12 de outubro, além de comemorar o dia de Nossa Senhora Aparecida e o dia da Criança, é também o dia do “descobrimento” da América. Por isso é tido como o dia da Hispanidade em que os povos latinoamericanos e espanhóis se unem a favor de uma das mais influentes culturas do mundo: a cultura hispânica.

Também, neste ano, tem-se a data dos 70 anos da Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Então, nos apropriamos da famosa sentença do filósofo e jornalista Ortega y Gasset para dar nome ao ciclo dedicado ao jeito hispânico de ser – Yo soy yo y mis circunstancias. Essa frase remete ao comportamento participativo, aguerrido que caracteriza o seu envolvimento com a realidade e a defesa de suas ideias,
adaptando-se as novas circunstâncias para seguir em frente.

O ciclo inicia com a exibição de O Banheiro do Papa, filme da nova safra do cinema uruguaio. Produzido em parceria entre Brasil, Uruguai e França, a história começa algumas semanas antes da visita do Papa João Paulo II, em 1988, à cidade uruguaia Melo, que faz fronteira com o Brasil.

Devido à vinda de Vossa Santidade, a expectativa dos moradores é de que milhares de pessoas visitem a cidade e com isso surge a possibilidade de lucrar vendendo comes e bebes. Beto (César Trancoso), contrabandista, tem a ideia de construir um banheiro e cobrar uma taxa de uso. Mas para colocar em prática seu plano mirabolante, ele precisa realizar longas e arriscadas viagens até a fronteira e enfrentar sua esposa Carmen (Virginia Mendez) e o descontentamento de sua filha Silvia (Virginia Ruiz).

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Direção de Enrique Fernandez e Cesar Charlone

Uruguai, 2007, 97’

O que: O Banheiro do Papa

Onde: Cineclube Lanterninha Aurélio

Quando: 07/10/09 – às 19 horas

Quanto: de graça

Apresentação e Debate : Angelise Da Silva Fagundes





Confira a programação das próximas semanas:

14/10 – Morango e Chocolate (Cuba, México e Espanha, 1994)

21/10 – Segunda-feira ao Sol (França, Espanha, Itália, 2002)

28/10 – Mamá Cumple 100 Años ( Mamãe Faz 100 Anos )
(Espanha, França, 1979)


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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Edifício Master no Cineclube Lanterninha Aurélio

Cineclube Lanterninha Aurélio
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O ciclo Cidade Grande do Cineclube Lanterninha Aurélio termina nesta quarta-feira. O último filme a ser exibido é Edifício Master, do mestre em fazer documentários, Eduardo Coutinho. O filme foi gravado em 2002, no edifício Máster, prédio que se localiza em Copacabana, região nobre do Rio de Janeiro. Lá moram cerca de 500 pessoas oriundas de diversos lugares, de todas as idades, com diferentes histórias para contar. Embora vivam no mesmo local, essas pessoas não se conhecem ou raramente se vêem.

Para produzir o filme, o cineasta e sua equipe alugaram um apartamento no prédio e ficaram lá por três semanas, estudando o hábito dos moradores e se ambientando com eles. As gravações foram realizadas em 7 dias. A composição do documentário é feita de 37 depoimentos filmados com câmera parada. O objetivo de Coutinho era colher a história dos moradores do prédio e retratar a solidão nas metrópoles. É um filme emocionante, que traz relatos interessantíssimos.

Edifício Master ganhou o prêmio de melhor documentário no Festival de Gramado de 2002 , no Festival de Havana de 2003, no Margarida de Prata de 2003 e no Troféu APCA 2003; ganhou, ainda, o prêmio da crítica de melhor documentário na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo em 2002 e foi indicado ao Grande Prêmio Cinema Brasil de 2003 nas categorias d-e- m-e-lh-o-r- d-oc-umentário, melhor diretor e melhor- roteiro original

Direção e Roteiro de Eduardo Coutinho

BRA, 2002, 110’





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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Ao vivo debate dos 50 anos da Revolução Cubana

Ao vivo debate na CESMA: 50 anos da Revolução Cubana
http://www.livestream.com/50anoscubana

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Memórias do Subdesenvolvimento + 50 anos de Revolução


O Cineclube Lanterninha Aurélio, dentro do ciclo Cidade Grande, e aproveitando a visita da arte-educadora cubana Adela Hilda Figueroa Gutierrez a Santa Maria, apresenta Memórias do Subdesenvolvimento, nesta quarta-feira, dia 23/09, às 19h, como proposta de um dos filmes mais conhecidos do diretor cubano Tomás Gutiérrez Alea (1928-1996).


Retrato lúcido e afetuoso de Cuba no começo dos anos 60, Memórias do Subdesenvolvimento é um clássico do cinema latino-americano. O cineasta Alea oferece uma visão ao mesmo tempo crítica e delicada sobre os rumos da Revolução de Cuba, narrada pelos olhos de Sérgio, um homem que aos 38 anos se descobre sozinho em Havana, depois que sua mulher e seus pais resolvem emigrar para os Estados Unidos. Ao acompanhar Sérgio, o espectador é chamado a percorrer as ruas da capital cubana e encontrar personagens reais, num filme que mistura com habilidade recursos da ficção e do documentário.

Este filme será antecedido pelo curta Cine-Revista, também dirigido por Alea, de 1959. Ele é formado por esquetes de humor, notas informativas e reportagens apresentadas de forma dinâmica e divertida, que serviam de aperitivo antes da atração principal nas sessões de cinema de Cuba.

Tomás Gutiérrez, 1968, 97’

espaço no DSM

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A artista plástica cubana Adela Hilda Figueroa Gutiérrez visita o Brasil pela segunda vez através do Instituto Cubano de Amizade entre os Povos – ICAP, reforçando os laços de solidariedade entre brasileiros e cubanos ao mesmo tempo em que debate a necessidade do fim do bloqueio econômico imposto ao seu país.

Adela, após realizar significativas atividades nas cidades de Bom Jesus de Itabapoana/RJ, Vargem Alta e Muqui (ES), chega a Santa Maria e São Sepé (RS) para realizar oficinas e conferências compartilhando sua experiência artística e de militância.

Para tanto elaboramos uma programação de trabalho que segue abaixo. Essas atividades integram a programação do Seminário Permanente de Cultura, proposto pela Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria – LTDA – CESMA, em parceria com o Sindicato dos Professores Municipais de São Sepé - SIPROMUSS, Instituto Cubano de Amizade entre os Povos – ICAP e Associação Jose Marti de Porto Alegre / RS e Associação Jose Marti de Bom Jesus do Itabapoana/ RJ.

50 anos de Revolução / Arte Revolucionária

25 de setembro – sexta-feira
9h - Entrevista com a TV OVO – Ponto de Cultura Espelho da Comunidade
9h30 - Seminário: 50 anos da Revolução (Auditório da Cesma)
A história de Cuba
Professor: Diorge Konrad (UFSM)
Professor: Leonardo Botega

12h - Almoço
14h - Experiências em Cuba (Auditório da Cesma)
Ricardo Haesbaert - Associação Jose Marti/RS
Professor: Leonardo Echevarria (SIPROMUSS)
Taís de Castro – Cientista Social

17h - Café
17h30 - 50 anos da Revolução Cubana (Auditório da Cesma)
Adela Hilda Figueroa Gutiérrez - Professora, artista plástica e artesã

19h - Debate
Encerramento com apresentação musical
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Lançamento da Programação da TV Brasil hoje no Cineclube

Uma grande colcha, onde cada um costurou o seu retalho

Esta é uma das tantas formas que o programa Ponto Brasil pode ser visto. Proposto pelo canal público de televisão TV Brasil, um canal da Empresa Brasil de Comunicação, o Ponto Brasil terá seu pré-lançamento regional nesta quarta-feira, 16, às 19h, no Auditório João Miguel de Souza, no Centro Cultural Cesma.

Um programa de televisão que foge dos moldes convencionais e adota a ideia da construção coletiva. Assim foi feito o Ponto Brasil, com a participação de mais de 100 grupos como pontos de cultura, coletivos, ong"s, universidades e realizadores indígenas de 17 estados, onde 400 pessoas trabalharam desde a concepção de cada ideia até o produto final. E deste imenso mosaico resultaram 130 vídeos, os quais estão integrados em 14 programas.

No Rio Grande do Sul, a produção dos programas foi centralizada em Santa Maria. A TV OVO foi o Nó que uniu o Cineclube Lanterninha Aurélio, os Pontos de Cultura Artestação de Rio Grande, Ação Cultural Integrada de São Luiz Gonzaga, Quilombo do Sopapo e o Coletivo Catarse, ambos de Porto Alegre. Aqui foram desenvolvidos cerca de 10 roteiros sobre temas propostos pelo programa. Estes passavam desde reflexões sobre Deus e o diabo até o que se considera culpa ou brincadeira.

“É uma experiência inovadora, pois no processo colaborativo é necessário ouvir várias ideias e opiniões e extrair o melhor disso” comenta Daniel Taterka Prado, integrante da coordenação do núcleo de vídeo da equipe do Ponto Brasil. Dessa forma, se desenvolveu o projeto do programa, que pela primeira vez trouxe o modelo colaborativo de produção audiovisual para a televisão pública brasileira. Um espaço livre, o qual permitiu o protagonismo e a expressão da diversidade cultural das pessoas que constroem nosso imenso país.

Confira algumas chamadas do programa e veja, também, fotos da equipe em Santa Maria:


http://www.youtube.com/watch?v=tSDQ02qqTw4
http://www.youtube.com/watch?v=4u4PA35_17U
http://www.youtube.com/watch?v=XAROvg8PG7U
http://www.youtube.com/watch?v=8jTsLgxXY1c
http://www.youtube.com/watch?v=pj4RhOaYsuA


O que: Lançamento da TV Brasil
Quando: hoje, 16 de setembro, às 19h
Onde: Cineclube Lanterninha Aurélio - Projeto Cultural Cesma
Auditório João Miguel de Souza - Centro Cultural Cesma
Quanto: de graça, não paga nada e ainda toma uns goles de vinho

Priscila Costa
TV OVO
Ponto de Cultura Espelho da Comunidade
(55) 3026 - 3039

terça-feira, 8 de setembro de 2009

lanterna ilumina o r design

Em parceria com o Encontro Regional de Estudantes de Design,
o R design, exibimos durante duas noites filmes e curtas-metragens
do acervo da programadora brasil.

abaixo, um flagrante do crime:

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Ciclo Cidade Grande

A busca por uma vida melhor, solidão, insatisfação, a sobrevida nos grandes centros urbanos. Para falar desses temas o Cineclube Lanterninha Aurélio apresenta .

Ciclo Cidade Grande


02/09/09
São Paulo Sociedade Anônima

Direção : Luís Sérgio Person

1965 / 110 min

Em São Paulo, entre 1957 e 1961, é mostrada a trajetória de Carlos , que pertence à classe média. Guiando-se pelas chances imediatas que lhe são dadas pela sociedade, ele ingressa numa grande empresa. Depois aceita um cargo numa fábrica de auto-peças, da qual torna-se gerente. A certa altura se vê na pele de um chefe de família, que trabalha muito, ganha bem, mas vive insatisfeito. Sem projeto de vida ou perspectivas de se opor à condição que rejeita, só lhe resta fugir.

09/09/09
O Homem que Virou suco

Direção : João Batista de Andrade
1979 / 97 min

Um poeta popular nordestino recémchegado a São Paulo, onde tenta sobreviver de sua poesia e folhetos. Confundido com o operário de uma multinacional que mata o patrão, é perseguido pela polícia e perde sua identidade e condição de cidadão. Através de Deraldo, o filme acompanha o caminho do trabalhador migrante numa cidade grande: a construção civil, os serviços domésticos e subempregos sujeitos à violência e à humilhação. E segue a luta de Deraldo para reconquistar sua liberdade e preservar sua identidade.

16/09/09 - a confirmar

23/09/09
Edifício Master

Direção : Eduardo Coutinho
2002 / 110 min

Durante sete dias, uma equipe de cinema filmou o cotidiano dos moradores do Edifício Master, situado em Copacabana, a uma esquina da praia. O prédio tem 12 andares e 23 apartamentos por andar – são 276 apartamentos conjugados, onde moram cerca de 500 pessoas. Trinta e sete delas contam suas próprias histórias: há os contentes, os iludidos, os desiludidos, os esperançosos, os sinceros, os desamparados, os felizes, os vencedores, os austeros, os doces, os tristes, os desempregados, os honrados, os esquecidos, os talentosos, os estrangeiros, os ressentidos, os enamorados. Edifício Master é um filme de histórias, de vidas.

Apresentação e Debate
Francine Nunes
Mestranda em Ciências Sociais / Universidade Federal de Santa Maria


30/09/09 - a confirmar

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Cineclubismo

Debates e sessões - quartas-feiras - 19 horas - entrada gratuita
Auditório João Miguel de Souza - Centro Cultural Cesma – 3º andar
Rua Professor Braga, 55 - Centro - Santa Maria / RS
cineclubelanterninhaaurelio@gmail.com

Telefone - 55 3221 9165 - 3222 8544

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

encerramento do ciclo Toda noite de quarta levaremos tua alma


Delírios de um Anormal no Cineclube Lanterninha Aurélio



O mês do cachorro loco está chegando ao fim e com ele encerra-se o ciclo Toda noite de quarta levaremos tua alma do Cineclube Lanterninha Aurélio. Para arrematar as quartas malditas de agosto, será exibido Delírios de um Anormal.

O filme tem como personagem principal Dr. Hamilton (Jorge Peres), conhecido psiquiatra que se vê atormentado por pesadelos com Zé do Caixão. Nas alucinações, o coveiro seduz sua esposa Tânia (Magna Miller), pois a considera a mulher ideal para gerar o filho perfeito. Os colegas médicos de Hamilton entram em contato com o cineasta José Mojica, criador do Zé do Caixão, em busca de ajuda para acabar com os pesadelos do amigo. Mojica tenta fazer com que Hamilton acredite que o coveiro é um personagem fictício.

A metalinguagem utilizada no filme, ao contrapor o criador versus a criatura, permitiu o uso de cenas antigas, feitas em outros filmes, que foram barradas pela Censura.

Antes de Delírios de um Anormal, o Cineclube Lanterninha exibe um curta-metragem da Programadora Brasil.


Direção de José Mojica Marins

BRA, 1978, 83’ - Faixa etária: 16 anos



O que: Delírios de um Anormal + curta

Onde: Cineclube Lanterninha Aurélio

Quando: 26/08/09 – às 19 horas

Quanto: de graça


O Cineclube Lanterninha Aurélio exibe sessões regulares todas as quartas-feiras, às 19 horas, no Auditório da Cesma – Rua Professor Braga, 55, sempre com entrada franca

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Inscrições abertas para o 8º Santa Maria Vídeo e Cinema


O Santa Maria Vídeo e Cinema - SMVC, Festival de Cinema de Santa Maria, RS, abre suas inscrições para as seleções da Mostra Nacional Competitiva e da Mostra Competitiva de Santa Maria e Região. As inscrições estão abertas de 20 de agosto a 21 de setembro de 2009 (data de postagem), através do site www.smvc.org.br

O Santa Maria Vídeo e Cinema têm como principal objetivo a democratização do acesso do público ao audiovisual. Para isso promove, durante a semana de realização do Festival, exibições na Praça Saldanha Marinho, no Theatro Treze de Maio, Centro Cultural CESMA – Cineclube Lanterninha Aurélio e em bairros e vilas da cidade.

A edição 2009 acontece de 23 a 28 de novembro e tem como tema “da película ao pixel”. Além das mostras, várias atividades serão promovidas como o 8º Seminário Gaúcho de Cinema, a Reunião do Fórum Entre Fronteiras e a Reunião do CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros. O festival também promove oficinas, debates e workshops.

Seja bem-vindo ao 8º Santa Maria Vídeo e Cinema!

Serviço:
Inscrições abertas para o 8º Santa Maria Vídeo e Cinema - 8º SMVC
De 20 de agosto a 21 de setembro de 2009 (data de postagem).
Mais informações no site: www.smvc.org.br
Contato: smvc@smvc.com.br

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Encarnação do Demônio

Cineclube Lanterninha Aurélio
Projeto Cultural CESMA -Santa Maria/RS - desde 1978
Filiado ao CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros


Ciclo "Toda noite de quarta levaremos a tua alma"


19/08/09 - 19 horas

Behemoth / 6 min / 2002
Direção: Carlos G. Gananian ( acervo programadroa brasil )

Um estranho ritual de magia negra acaba se tornando um pesadelo de conseqüência desastrosas para um fiel orador.

Encarnação do Demônio
Direção: José Mojica Marins
90 minutos / 2008 / Colorido - Faixa etária: 18 anos

Para dar prosseguimento ao ciclo Toda noite de quarta levaremos tua alma, o Cineclube Lanterninha Aurélio exibe amanhã Encarnação do Demônio. A programação foi alterada, pois esse filme que encerra a trilogia não estava disponível quando a programação foi montada. A série iniciou em 1964 com À Meia-Noite Levarei sua Alma, e seguiu em 1967 com Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver. Neste último filme da série, Zé do Caixão é libertado e, mesmo após quatro décadas trancafiado, ele continua obcecado pela ideia que o levou para a prisão – a de encontrar uma mulher para gerar o filho perfeito. Pelo seu caminho ele deixará um rastro de horror e enfrentará leis não naturais e crendices populares.

O roteiro do filme estava pronto desde os anos 60, mas devido à censura não foi possível realizá-lo. Mojica diz que foram feitas pouquíssimas modificações no roteiro original. Encarnação do Demônio ganhou sete dos quinze prêmios principais no I Festival de Paulínia (SP), e também o prêmio da crítica como melhor longa-metragem. Ainda em 2008, foi lançado o livro Prontuário 666: os anos de cárcere de Zé do Caixão pela editora Conrad. A história em quadrinhos precede o filme e conta como foram os anos de prisão do coveiro sádico, que nomeia a cadeia de “zoológico humano”, promovendo experiências terríveis. O título do livro é o número da ficha do personagem no sistema carcerário.

Mais sobre Zé do Caixão em:
www.zedocaixao.com.br
http://www.encarnacaododemonio.com.br/site


Próxima Exibição:

26/08 – Delírios de um Anormal

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Cineclubismo

Debates e sessões - quartas-feiras - 19 horas - entrada gratuita
Auditório João Miguel de Souza - Centro Cultural Cesma – 3º andar

Rua Professor Braga, 55 - Centro - Santa Maria / RS
Telefone - 55 3221 9165 - 3222 8544

cineclubelanterninhaaurelio@gmail.com

www.cesma.com.br

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Fragmentos de uma História será exibido no México


O documentário Fragmentos de uma História será exibido
no dia 21 de agosto na Conferencia Mundial de Cineclubismo
que será sediada na Cidade do México.
Foi um esforço coletivo entre os colaboradores do Lanterninha
Aurélio e os companheiros do Cineclub Bravo. Transcrição e
tradução de diálogos coletiva.

mais info aqui.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

out house no cineclube



Encerramento dociclo “rock’and roll não se aprende nem se ensina”, com show com a banda outhouse birinight band ( HARD BLUES ROCK ) + interveções audiovisuais projetadas no telão.


hoje, 29/07/09 - às 19 horas - entrada franca


Com 6 anos de estrada, a banda santa-mariense vai apresentar um set do show baseado em suas canções autorais, mas também apresenta algumas homenagens às suas referências sonoras dos anos 60/70.
Essa apresentação encerra esse ciclo que foi promovido pela Cesma/Cineclube Lanterninha, Itapema FM 105,7 e jornal Diário de Santa Maria.


Acompanhe o trabalho da outhouse birinight band no my space
http://www.myspace.com/outhousebb


Cesma – 3º andar - auditório
Rua Professor Braga, 55 - Centro - Santa Maria / RS
Telefone - 55 3221 9165 - 3222 8544

segunda-feira, 27 de julho de 2009

cesma in blues - show com Danny Vincent

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Danny Vincent, compositor, guitarrista e produtor argentino, chega a Santa Maria convidado pelo projeto Cesma in Blues para apresentação única.

“Danny é o melhor guitarrista de Blues do Brasil”
Flávio Guimarães ( Blues Etílicos) – Diário da Manhã – Goiânia

“O melhor guitarrista que eu vi desde que cheguei ao Brasil”
Revista ROCK BRIGADE

No show de Santa Maria, Danny Vincent estará acompanhado pelo gaitista Jair Silveira, com quem tem dividido os palcos nessa turnê pelo sul do país.
A abertura do show fica por conta da empolgante banda santa-mariense, Lenha Seca, comandada por Leonardo Copetti.

O que: Cesma in Blues: Show internacional com Danny Vincent
Quando: 27 de julho, segunda-feira, 20h
Onde: Theatro Treze de Maio
Quanto: R$ 5,00 (estudantes, sócios do Teatro Treze de Maio)
R$10,00 público geral


leia mais

http://pauteixeira.wordpress.com/2009/07/22/danny-vincent-em-unica-apresentacao-em-santa-maria/

terça-feira, 21 de julho de 2009

control


O ciclo Rock’n’roll não se aprende nem se ensina do Cineclube Lanterninha Aurélio apresenta sua próxima atração para esta quarta-feira: Control. Filmado em preto e branco, Control retrata os últimos anos da vida de Ian Curtis (Sam Riley), vocalista da banda inglesa Joy Division. O cantor teve uma história curta e intensa. Casou-se precocemente com Deborah (Samantha Morton). Logo depois encontra uma banda a qual procurava por um vocalista. O sucesso é alcançado de forma rápida. Iniciam-se as turnês e nesse tempo sua esposa engravida. Devido aos shows ele fica sem tempo para a família. Eis que surge outra mulher em sua vida, Annik Honore, uma jornalista francesa, que abala a relação entre Curtis e Deborah. Sem saber como lidar com seu talento, com seus problemas afetivos e ainda sofrendo ataques de epilepsia, que o faziam ter convulsões, inclusive num show, Ian se suicida aos 23 anos de idade. O filme é baseado no livro Touching from a distance, escrito por sua esposa, Deborah Curtis. As músicas da banda que fazem parte de Control foram apresentadas ao vivo, interpretadas pelos atores.
O longa ganhou o BAFTA de Melhor Revelação (Matt Greenhalgh), além de ter sido indicado nas categorias de Melhor Filme Britânico e Melhor Atriz Coadjuvante (Samantha Morton). Também ganhou uma Menção Especial, no Festival de Cannes.

Direção de Anton Corbijn e Roteiro de Matt Greenhalgh
EUA/ING, 2007, 121’


O que:
Control
Onde:
Cineclube Lanterninha Aurélio
Quando:
22/07/09 – às 19 horas
Quanto:
de graça

O Cineclube Lanterninha Aurélio exibe sessões regulares todas as quartas-feiras, às 19 horas, no Auditório da Cesma – Rua Professor Braga, 55, sempre com entrada franca.


Paralelo ao ciclo, ocorre a exposição fotográfica Cena de Santa Maria no hall do auditório da Cesma. A mostra é um apanhado de imagens capturadas por Marcelo Cabala e Estela Fonseca durante shows de diversas bandas realizados na noite santa-mariense.

Horário de visitação
Segunda-feira: das 14h às 20h
Terça a sexta-feira: das 9h ao meio-dia e das 14h às 18h50min
Sábado: das 9h30min às 13h

Próxima atração do Ciclo:
O que: Show com a banda Out House
Quando: dia 29/07, às 19h
Onde: auditório da Cesma
Quanto: de graça

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Hair - O musical de Milos Forman faz 30 anos

Não tem pra ninguém. Fred Astaire, Ginger Rodgers, Gene Kelly, Cyd Charisse, nenhum deles tem café no bule frente à Tret Willians, Annie Golden, Dorsey Wright e Don Dacus, representantes de carne e osso da geração Woodstock. Suas personagens têm charme de sobra, zurzem a mediocridade do cotidiano com irreverência, aproveitam a vida na mais incondicional liberdade, vivem a paz & o amor em total comunhão e parecem imunes a negligência das drogas.

Hair começa com a figura de Claude Bukowiski (John Savage), um jovem do Oklahoma, chegando à Nova Iorque com intuito de se alistar nas fileiras pré-Vietnã. Passeando pelo Central Park em meio aos plátanos miscigenados pela proximidade do inverno, o caipira descobre o amor ao encontrar Sheila, uma jovem garota de família rica (Beverly D’Angelo) e também esbarra com um divertido grupo de hippies.

São eles: Berger (Willians) – o dionisíaco líder da trupe; Hud (Wright) – um típico negro nova-iorquino com pinta de Jimi Hendrix; o andrógino Woof (Dacus, um músico de Chicago) e a ingênua e carismática Jeanie (Golden, vocalista da banda de new wave T-Shirts).

Berger e seus comandados introduzem Bukowiski no universo do ilícito e tentam de todas as maneiras revogarem a decisão do jovem de fazer parte da carnificina yankee contra os vietcongs. Gosto muito da seqüência inicial do filme. Já nos primeiros minutos somos lançados em um ônibus da Continental Trailways, de Tulsa, direto para a Big Apple. Da janela do ônibus, enxergamos a paisagem rural urbanizando-se aos poucos até chegarmos ao Central Park, pulmão verde da capital pop do mundo.

Ao som de Aquarius, o filme revela de cara sua faceta dançante, exposta na provocante coreografia (ou competição), entre os bailarinos ripongas e os policiais a cavalo.

O musical fez um sucesso tremendo por vários anos na Brodway, antes de ser adaptado as telas e além disso, as canções de Hair são primorosas. Todas as letras foram escritas por Gerome Ragni e James Rado, como música do compositor Galt MacDermot.

Nessa quarta, às 19 h, dentro do Ciclo Mês do Rock, relembrando os 30 anos do lançamento do musical de Milos Forman, o longa será exibido no auditório da Cesma. A realização é do Cineclune Lanterninha Aurélio e da Cesma. A promoção é do Diário de Santa Maria e da Itapema FM.





fonte do texto . blog do grings
http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&pg=1&template=3948.dwt&uf=1&local=1&blog=719&tipo=2&coldir=1&topo=4254.dwt&espname=dsm