quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Liberdade, Igualdade e Fraternidade no Lanterninha


Em setembro o Cineclube Lanterninha Aurélio irá retratar o cenário atual do cinema francês através de quatro longas, genuinamente charmosos com a língua francesa.

O Ciclo “Cinema Francês Contemporâneo” começa esta quarta-feira coma a exibição do filme:

- O Oitavo dia

Harry é um bem-sucedido homem de negócios, mas com vida familiar e social desastrosas. Ao passar, no fim de semana, por uma instituição para deficientes mentais, quase atropela Georges, que tem síndrome de Down. Harry tenta deixá-lo, mas Georges não quer desistir do novo amigo. Acabam por estabelecer uma grande amizade que transformará Harry.

Confira abaixo a programação completa do Ciclo:

- 08/09 O Oitavo dia / Dir. Jaco Dormaet (1996)
- 15/09 O fabuloso destino de Amélie Poulain / Dir. Jean-Pierre Jeunet (2001)

- 22/09 Piaf - Um hino ao Amor / Dir. Oliver Dahan (2007)
- 29/09 Entre os muros da Escola / Dir. Laurent Cantet (2008)


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

9ª edição do SMVC: do centro aos bairros de Santa Maria

Inicia nessa segunda-feira, dia 30, o 9º Santa Maria Vídeo e Cinema, com o tema Entre Fronteiras. Nesse ano o festival ocorrerá em diferentes locais: Praça Saldanha Marinho, Centro Cultural CESMA, bairros e vilas da cidade e em Silveira Martins. Ainda haverá transmissão ao vivo pela Internet. O objetivo com essa descentralização das atividades do festival é democratizar ainda mais o acesso ao audiovisual.

Entre os dias 30 de agosto e 04 de setembro, as produções selecionadas, dentre as 300 inscrições de todo o país, concorrerão nas categorias Mostra Competitiva Nacional, Mostra Competitiva de Santa Maria e Região e Mostra Competitiva de Videoclipes.

Esse ano o festival tem como Homenageado Nacional o cineasta e poeta cearense Rosemberg Cariry, presidente do CBC - Congresso Brasileiro de Cinema e diretor de oito longas-metragens. Com uma narrativa e linguagem universais, Rosemberg tem como temática principal dos seus filmes o sertão, o folclore e a cultura, principalmente a nordestina. É também autor de quatro livros de poesia, dando também vazão a cultura popular, regional e folclórica.
O Homenageado Local dessa edição será Jair Alan, ator, jornalista e crítico de cinema. Jair foi ator de curtas em Super-8 e comerciais, e também, atuou e montou peças de teatro nos anos 70. Hoje mantém o mais tradicional programa de rádio ligado ao cinema na cidade, o Cine Música na Rádio Universidade AM. Mas, a paixão pelo cinema é sua principal característica!

O 9º SMVC também traz como Produtor Convidado, Antonio Leal, produtor de cinema e idealizador do projeto CineFoot - Festival de Cinema de Futebol, o qual terá mostra durante o SMVC.

Durante toda a semana do festival haverá também mostras não competitivas durante o turno da tarde no Centro Cultural CESMA. Entre elas, a Mostra CineFoot, Cineclubinho, Mostra RBS, Mostra AUGM – Associação das Universidades do Grupo de Montevidéu, Mostra do Festival Internacional de Oberá (Argentina) e Mostra Entre Fronteiras (Argentina, Brasil e Paraguai), além do 9º Seminário Gaúcho de Cinema e a reunião do Fórum Entre Fronteiras.

A 9ª edição do SMVC tem um acréscimo relevante na sua estrutura, as mostras competitivas acontecerão na Praça Saldanha Marinho e também em mais nove bairros da cidade (Bairro Camobi, Vila Pôr Do Sol, Vila Belga, Vila Jardim Berleze, Nova Santa Marta, Vila Oliveira, Itararé, Patronato e Distrito Passo das Tropas) simultaneamente. O festival chegará a mais lugares, privilegiando o maior acesso e abrangência do SMVC em Santa Maria. Haverá também a Mostra Cineclubinho, com cinco filmes infantis, na cidade de Silveira Martins.

Nesta edição, o festival fecha parceria com a Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Santa Maria – CACISM, com a entrega de um Troféu Vento Norte para um filme selecionado pela entidade, e mais uma vez com o Cineclube Lanterninha Aurélio com a entrega do Troféu Lanterninha Aurélio. O festival ainda presta uma homenagem para os 50 anos da UFSM - Universidade Federal de Santa Maria, para os 25 anos da APTC - Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos do Rio Grande do Sul e aos 10 anos do Fórum dos Festivais.

Assessoria de Comunicação SMVC
www.smvc.org.br
www.twitter.com/Festival_SMVC

55) 3028-0181

Elisa Fonseca
Mtb 13.864


Programação da Mostra Competitiva de Santa Maria e Região

Confira abaixo a programação completa da Mostra Competitiva de Santa Maria e Região, que acontece no dia 30 de agosto, a partir das 19h na Praça Saldanha Marinho:


1º BLOCO

Casos E Causos
Documentário, 11 min, 2009
Direção: Eduardo Ramos

Risque e Arrisque
Ficcao, 1min20seg, 2009
Direção: Natalia T. Bordin/Luciano Mattana/Rafael S. Guerra

Veloz
Documentário, 3min50seg, 2010
Direção: Felipe Iop Capeleto; Marcos Borba
Fora de validade
Ficção, 16 minutos, 2010
Direção: Guilherme Cassel Bitencourt

Olhares de Santa Maria
Documentário, 11min19seg, 2009
Direção: Pricila Lameira


2º BLOCO

Bilhetes
Ficção, 7 min, 2009
Direção: Alice Dutra Balbé

No fundo do Buraco
Ficção, 21 minutos, 2010
Direção: Fabrício Koltermann

Silveira Martins – um pedacinho da Itália no Brasil
Documentário, 09min58seg, 2009
Direção: Gilberto Rezer e Marcia Marinho

O Paladino
Ficção, 18min, 2010
Direção: Dinis Ferreira Cortes

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Programação da Mostra Competitiva Nacional

Abaixo a programação completa da Mostra Competitiva Nacional do 9º SMVC, que acontece a partir do dia 01 de setembro até 03 de setembro, a partir das 19h na Praça Saldanha Marinho. No total foram 40 selecionados, 38 filmes dos demais estados brasileiros e dois de Santa Maria e região, confira a ordem de exibição:

Terça-feira, 31 de agosto, às 19h, na Praça Saldanha Marinho
1º BLOCO

Amigos bizarros do Ricardinho
Ficção, 20min, 2009, Porto Alegre- RS
Direção: Augusto Canani

Agnolini
Documentário, 18min, 2010, Caxias do Sul- RS
Direção: André Costantin

Imagine uma menina com cabelos de Brasil
Animação, 10 min, 2010, Niterói /Estado: RJ
Direção: Alexandre Bersot

Insano Jazz
Animação, 5 min, 2009, Vitória- ES
Direção: Hélio Coelho

Ernesto, no país do futebol
Ficção, 15min, 2009, São Paulo -SP
Direção: André Queiroz e Thaís Bologna

2º BLOCO

Vestígios do Tempo
Ficção, 19min20seg, 2009, Alta Floresta - MT
Direção: Ronaldo Adriano

Garoto Barba
Ficção, 14min, 2010, Curitiba - PR
Direção: Christopher Faust

Dona Militana – A romanceira dos oiteiros
Documentário, 18min30seg, 2010, Sao Paulo -SP
Direção: Hermes Leal

Em uma noite escura as rosas são amarelas,
Ficção, 22min30seg, 2010, São Paulo- SP
Direção: Rodrigo Chevas

Quarta-feira, 01 de setembro, às 19h, na Praça Saldanha Marinho

1º BLOCO

Obra Prima
Ficção, 20min, 2009, São Paulo /Estado: SP
Direção: Andréa Midori Simão e Thiago Faelli

O regresso
Documentário, 15min, 2010, São Paulo - SP
Direção: Cassio Bomfim

Reminiscências
Ficção, 19min, 2010, Curitiba - PR
Direção: Aly Muritiba

Aventura Urbana
Animação, 4min40seg, 2009, Porto Alegre -RS
Direção: Éverson Godinho

Homem bomba
Ficção, 13min, 2009, Rio de Janeiro - RJ
Direção: Tarcísio Lara Puiati

2º BLOCO

Circuito Interno
Ficção, 13 min, 2010, São Paulo-SP
Direção: Júlio Martí

Do Morro?
Documentário, 20min, 2010, Recife- PE
Direção: Mykaela Plotkin e Rafael Montenegro

Sarcófago
Documentário, 20min, 2010, Salvador - BA
Direção: Daniel Lisboa

Izamara
Animação, 9 min, 2010, São Paulo- SP
Direção: Diogo Hayashi

Inverno
Ficção, 14min18seg, 2010, Rio de Janeiro -RJ
Direção: Mikael Santiago

Quinta-feira, 02 de setembro, às 19h, Praça Saldanha Marinho

1º BLOCO

Fome de bola
Documentário, 20min, 2009, Rio de Janeiro - RJ
Direção: Isaac Chueke

Peixe Vermelho
Ficção, 14min, 2009, Porto Alegre -RS
Direção: Andreia Vigo

Família Vidal
Documentário, 15min, 2010, João Pessoa -PB
Direção: Diego Benevides

No fundo do Buraco
Ficção, 21 minutos, 2010
Direção: Fabrício Koltermann

2º BLOCO

Volto logo
Ficção, 9 min, 2010, Porto Alegre - RS
Direção: Eduardo Wannmacher

Square down
Animação, 06min49seg, 2010, Pelotas-RS
Direção: André Macedo

Áurea
Documentário, 16min, 2009, Rio de Janeiro-RJ
Direção: zeca ferreira

Balanços e Milkshakes
Animação, 09min55seg, 2010, Belo Horizonte - MG
Direção: Erick Ricco e Fernando Mendes

A menina metalingüística e o garoto melancólico
Ficção, 11min, 2009, Itanhandu -MG
Direção: Guga Caldas

Vela ao crucificado
Ficção, 13min, 2009, São Luis- MA
Direção: Frederico Machado

Genesio e Capitão Chip
Animação, 01min32seg, 2010, Salvador -BA
Direção: Diego Rangel


Sexta-feira, 03 de setembro, às 19h, na Praça Saldanha Marinho

1º BLOCO

Maldita
Ficção, 18min, 2009, Porto Alegre /Estado: RS
Direção: Claudia Dreyer

Jardim Beleléu
Ficção, 15min, 2009, São Paulo -SP
Direção: Ari Candido Fernandes

A morte de férias
Animação, 5 min, 2009, Lauro de Freitas -BA
Direção: Claudio Guido

Maio
Ficção, 13min30seg, 2010, São Paulo /Estado: SP
Direção: Marcelo Mesquita

Fora de validade
Ficção, 16 minutos, 2010
Direção: Guilherme Cassel Bitencourt

2º BLOCO
Eletrotorpe
Ficção, 15min, 2009, São Paulo - SP
Direção: Yuri Amaral & Nalu Béco

Ao meu pai com carinho
Ficção, 15min, 2010, São Paulo - SP
Direção: Fausto Noro

O som do tempo
Documentário, 10min, 2010, Fortaleza - CE
Direção: Petrus Cariry

Anjos no meio da praça
Animação, 10min12seg, 2010, São Paulo-SP
Direção: Alê Camargo e Camila Carrossine

Revertere ad locum tuum
Ficção, 18min, 2010, Belo Horizonte- MG
Direção: Armando Mendz


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

ESPECIAL CARIRY ENCERRA NESTA QUARTA.

Nessa quarta, dia 25, o Cineclube Lanterninha Aurélio encerra o ‘Especial Cariry’ e apresenta o mais recente filme do diretor: Siri-Ará (2008). O filme enfoca um retorno às origens do personagem Cioran, envolvendo figuras míticas e momentos folclóricos que fazem alusão a história de origem do estado Ceará. O ciclo que antecede o 9º Santa Maria Vídeo e Cinema – SMVC, prestigia as obras do Homenageado Nacional do festival, o cineasta cearense Rosemberg Cariry. O SMVC 2010 acontece de 30 de agosto a 04 de setembro no Centro Cultural CESMA, vilas e bairros da cidade.



Siri-Ará

Brasil, 2008, 90 min

Direção: Rosemberg Cariry


Sinopse: Cioran é um mestiço brasileiro que, depois do exílio na França, resolve voltar ao sertão, em busca da sua origem e da história do seu povo. Por guia, ele toma a figura misteriosa de uma velha índia. O destino de Cioran, que vive um novo exílio na nação real/imaginada, cruza com os guerreiros do reisado e os índios da banda de pífanos, grupos de folguedos dramáticos populares que vagam pelo sertão. Os conflitos entre o Reisado e a banda de pífanos nos remetem à tragédia fundadora do Ceará; quando Dom Pero Coelho, no ano de 1603, em busca do Eldorado, encontra a guerra, a peste, a fome e a loucura. O filme é uma reflexão sobre os encontros e desencontros dos "mundos" que marcam a invenção da nação brasileira.



Promoção: CESMA/Cineclube Lanterninha Aurélio e Santa Maria Vídeo e Cinema/Cineclube SMVC.
Realização: CESMA e SMVC
Apoio: CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Cineclube Lanterninha Aurélio / Especial Cariry apresenta: "Patativa do Assaré"

Em 17 de agosto de 2010 15:34, Assessoria de Comunicação Cesma escreveu:

Especial Cariry apresenta essa quarta, dia 18 "Patativa do Assaré"
O filme aborda a vida e a obra do poeta Patativa do Assaré, destacando a relevância dos seus poemas, o significado político dos seus atos e a sua imensa contribuição à cultura brasileira. Dono de um ritmo poético de musicalidade única, mestre maior da arte da versificação e com um vocabulário que vai do dialeto da língua nordestina aos clássicos da língua portuguesa, Patativa do Assaré é a síntese do saber popular versus saber erudito. O poeta consegue, com arte e beleza, unir a denúncia social ao lirismo. No ano de 2001, Patativa do Assaré foi escolhido como um dos mais importantes cearenses do século 20.

A exibição de Patativa do Assaré - Ave Poesia faz parte do Ciclo Especial Cariry do Cineclube Lanterninha Aurélio.

Rosemberg Cariry é o Homenageado Nacional do Santa Maria Vídeo e Cinema 2010

Cineclube Lanterninha Aurélio / Cesma Vídeo

Debates e sessões | quartas-feiras | 19 horas | Entrada franca

Rua Professor Braga, 55 | 3º andar



quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Especial Cariry




Em agosto o Cineclube Lanterninha Aurélio apresenta o “Especial Cariry”, reverenciando o cineasta brasileiro, Rosemberg Cariry, Homenageado Nacional do 9° Festival Santa Maria Vídeo e Cinema - SMVC, que acontece de 30 de agosto a 04 de setembro.

Na mostra do cineclube serão exibidos cronologicamente quatro dos principais longas de Cariry, começando nesta quarta, 04 de agosto, com Corisco & Dadá (1996).

Sobre Corisco & Dada:

O filme conta a história de Corisco, cangaceiro conhecido como "Diabo Loiro", e sua mulher, Dadá, que aos 12 anos é raptada e estuprada por ele. Com o tempo, ela se integra ao bando, que tenta se livrar das emboscadas armadas por Zé Rufino, chefe da polícia volante que pôs a prêmio a cabeça do cangaceiro.

A produção foi rodada na região sul do Ceará, entre as cidades de Barbalha, Crato, Missão Velha, Farias Brito e Exu em Pernambuco.

“Corisco & Dadá” conta com interpretações marcantes de Chico Díaz e Dira Paes.

O “Especial Cariry” é uma prévia do SMVC e busca divulgar a obra de um dos grandes nomes do cinema brasileiro que este ano estará na cidade.

Serão apresentados os seguintes filmes no cineclube:

- 04/08 Corisco & Dadá (1996)

- 11/08 Lua Cambará, Nas Escadarias do Palácio (2003)

- 18/08 Patativa do Assaré - Ave ou poesia (2007)

- 25/08 Siri-Ará (2008)

Promoção: CESMA/Cineclube Lanterninha Aurélio e Santa Maria Vídeo e Cinema/Cineclube SMVC.

Realização: CESMA e SMVC

Apoio: CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros

Texto: Michelle Teixeira / Estagiária de Comunicação Cesma
Arte: Rodrigo Ricordi / Estagiário Comunicação Cesma

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Ciclo: "O Rock 'n' Roll retarda o envelhecimento!"

Cineclube Lanterninha Aurélio
Projeto Cultural CESMA - Santa Maria/RS - Desde 1978
Filiado ao CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros

Ciclo Mês do Rock
"O Rock 'n' Roll retarda o envelhecimento!"

Realização: Cesma /Cineclube Lanterninha Aurélio /Diário de Santa Maria e Itapema FM 105.7

07/07/2010

Alta Fidelidade [ High Fidelity ]
Direção: Stephen Frears
2000 / 107 min / EUA


Rob Gordon é dono da Championship Vinyl, uma pequena e quase sempre vazia loja de discos de vinil, Rob é o maior adepto das "cinco mais". Barry é um dos seus empregados e vive espantando os poucos clientes que aparecem por lá, principalmente os que não compartilham seu gosto musical. Já Dick é tímido, inofensivo, curte as baladas do Belle and Sebastian. Rob acabou de levar um fora da sua namorada, Laura e tenta entender como isso foi acontecer. Para ele, nada mais óbvio do que fazer a lista com as cinco piores vezes em que uma de suas namoradas o largou.

Baseado no livro High Fidelity, de Nick Hornby.






14/07/2010

Quase Famosos [ Almost Famous ]
Direção: Cameron Crowe
2000 / 122 min / EUA


William Miller (o alterego de Cameron Crowe) um garoto que teve a vida transformada pelos álbuns de rock que sua irmã deixou quando foi embora de casa aos 15 anos de idade. Enquanto escrevia para pequenas publicações de sua cidade, ao mesmo tempo Miller enviava textos sobre rock para a revista Rolling Stone e não demora muito ele é chamado para uma colaboração. O garoto sugere uma matéria sobre o Stillwater, uma banda a caminho do estrelato. Tema da primeira matéria de William para a Rolling Stone, a fictícia banda Stillwater e sua trajetória no filme são, na verdade, uma mistura do que Cameron Crowe viveu ao lado de Led Zeppelin, Allman Brothers, Lynyrd Skynard, The Eagles e The Who.





21/07/2010

A Todo Volume [ It Might Get Loud ]
Direção: Davis Guggenhein
2008 / 97 min / EUA



É raro que um filme consiga penetrar na superfície glamorosa das figuras lendárias do rock´n´roll. A Todo Volume mostra as histórias pessoais, contadas por eles próprios, de três gerações de virtuosos da guitarra - The Edge (U2), Jimmy Page (Led Zeppelin) e Jack White (The White Stripes). O filme revela como cada um deles desenvolveu o som e estilo excepcionais de tocar os seus instrumentos favoritos, as guitarras. O filme se passa no dia em que Jimmy Page, Jack White e The Edge se encontram pela primeira vez, para compartilhar suas histórias, ensinar e tocar.

O documentário conta também com as participações de Bono Vox , Larry Mullen Jr., Robert Plant e Meg White.





28/07/2010

Apresentação e estréia da banda Volunteers.

+ interveções audiovisuais projetadas no telão (imagens ligadas ao Rock’n’Roll)

Novo grupo santa-mariense imerso no universo do rock do final dos anos 60, início dos 70.

Com Juliane Bortolotto (voz)
Alex da Rosa (guitarra / voz)
César Marqueri (baixo)
Ricardo Nicoloso (bateria)


VOLUNTEERS, quatro amigos, uma banda. Empunhando suas armas na cidade santa. Boca do Monte. Penetrando com seus passos gastos - e velhas fantasias - no sonho em que a cidade dorme, com a velha esperança de que no amanhã novamente o sol nascerá ( GOOD DAY SUNSHINE). E por que não? Insistindo fielmente em suas trépidas freqüências, sombras esquecidas de qualquer coisa cósmica, flama das nossas verdades tão contraditórias como nossos sonhos, ou as folhas, a relva. Sabemos que em qualquer canto pode brotar o sonho do homem. Quatro doidos, com suas armas melódicas para o hoje e o amanhã. Só nos interessa o amor e onde podemos alvejá-lo. A cidade dorme e, hoje, ou em qualquer outra noite de qualquer passado, certas coisas não adormecem. A relva, a noite, os sonhos, as canções. É nessa atmosfera, por uma fresta de um vermelho doido escarlate, que construímos essa estrada com novos passos gastos e sonhos, encharcados de noite e de nossas canções

Os quatro integrantes já se conheciam dos mesmos lugares, das mesmas ruas, dos mesmos bares e, por vezes, das mesmas bandas. Na verdade eram amigos de longa data. Alex da Rosa já havia tocado com César Marqueri na banda Tranze, em seu bem sucedido tributo ao Pink Floyd, que estreou em diversos palcos de Santa Maria e também em cidades vizinhas. Ricardo Nicoloso também já havia tocado com Alex no embrião da Outhouse Birinight Band e, futuramente, chegou a substituir o baterista em alguns shows. Juliane Bortolotto, irmã de Alex, a caçula da banda, também já havia estreado em alguns projetos, inclusive acompanhando Shirle de Moraes em alguns shows pelo interior do estado. Ricardo e César estavam planejando um novo voo, e foi numa noite no bar Shelter que encontraram Juliane e propuseram algo. Alex topou de cara. Logo trataram de colocar a mão na massa, ou melhor, nas caixas.







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Cineclube Lanterninha Aurélio

Debates e sessões - quartas-feiras - 19 horas - Entrada Franca
Auditório João Miguel de Souza
Rua: Professor Braga, 55 - 3º andar - Centro - Santa Maria / RS

55 3221 9165
55 3222 8544

cineclubelanterninhaaurelio@gmail.com
www.twitter.com/cinelanterninha
www.cineclubelanterninhaaurelio.blogspot.com

domingo, 4 de julho de 2010

Cine Independência, a fábula

Texto, com fotos, publicado originalmente no Caderno Ideias do
Jornal Diário de Santa Maria,RS, Brasil, em 19 de junho de 2010

Diretor e cineclubista relembra o fim do antigo cinema onde funcionará o Shopping Independência

Prólogo – As cadeira retiradas

Entrei na sala do Cine Independência e fui ao mezanino. Lá estava a clássica sala de projeção de Santa Maria sem cadeiras. Tudo vazio. Salão principal e mezanino. A tecnologia do novo século apontava grandes surpresas e inovações, e aquilo bem poderia ser um filme de terror em três dimensões. Não era. Fiquei absorto naquela pálida imagem de um dos mais importantes espaços culturais da cidade totalmente vazio, sem graça, sem nada. Fui avisado por um amigo de que, logo cedo, um caminhão estava à frente do local, cheio de cadeiras. Algumas ainda empilhadas na rua e tantas outras sendo transportadas para outro local. Pelo horário em que o caminhão fora visto ali, o trabalho deveria ter iniciado ainda na madrugada.

É preciso contextualizar que naquele período – entre 2002 e 2004 – eu participava de um grupo de pessoas que espontaneamente se posicionavam pelo tombamento do Cine Theatro Independência, fundado em 1922. Lutávamos para que esse processo fosse, talvez, parcial para não engessar o processo por completo. Por exemplo: se fosse transformado em um centro cultural, benfeitorias poderiam ser realizadas.

Recordo que desejávamos o tombamento do hall de entrada, incluindo as escadarias que davam acesso à sala. Nossa ideia era que o local fosse transformado em um grande espaço artístico, mantendo a entrada principal. E nós, apaixonados por aquele ambiente, sofríamos reveses constantes. Um deles foi quando, de uma hora para outra, começaram a retirada da letra “C” na palavra Cine na fachada (imagem acima, no título da página). Mesmo sabendo que o prédio pertencia à iniciativa privada, mais uma vez fomos nos manifestar contra aquela arbitrariedade.

Lembro ainda que o prédio foi locado para um templo religioso. Isso até 2003, quando entrou em processo de tombamento pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural. Em 2005, a administração municipal comprou o prédio da empresa Plurimus Investimentos & Administração. Nos anos seguintes, iniciou-se a reforma daquele que viria a ser hoje o Shopping Independência.

Retomo aquele fatídico dia das cadeiras. Meu inconsciente me favorece em não ter registrado a data. Lembro de ter sido barrado na entrada do prédio. Eram sabedores das manifestações que fazíamos. A seguir, com a chegada de um funcionário da empresa proprietária da sala, cordialmente obtive a permissão para entrar. Certamente, ele tinha consciência daquilo que o local significava para centenas de pessoas.

Quando cheguei ao mezanino, uma jovem, penso que advogada da empresa – não lembro bem –, também questionou minha presença. Mais uma vez, o funcionário disse que estava tudo bem. Confesso que estava meio perdido com tudo aquilo. O fato era que, naquele momento, apesar de a sala pertencer ao setor privado e, por isso, poderem agir de tal forma, algo nos tinha sido tirado para sempre. Eu então respondi ao questionamento da referida moça, de que minha presença ali já não interessava mais. Tudo já estava feito.

Até hoje, minha impressão é que ninguém que presenciou ou protagonizou aquilo parou para pensar no que representou cada cadeira retirada para deixar o legado de um imenso espaço vazio. Fúnebre. Logo ali, onde aconteceram tantas histórias. Filmes na telona! Teatro! Tertúlias nativistas! Shows! Formaturas! Emoções que só um cinema e o cinema podem permitir.

São sorrisos, lágrimas, apertos de mão e abraços que foram calados. Talvez os pais dos que tentaram barrar minha entrada tenham começado suas histórias ali... Sentados nas cadeiras retiradas, sem que ninguém pudesse fazer nada.

Desencadeamento afetivo

Atualmente, o local aqui tratado é tema de inúmeras conversas. É assunto polêmico. As opiniões são as mais diferentes. Então, quero esclarecer algumas coisas. A ideia inicial deste texto é tratar sobre as questões afetivas do histórico prédio da Praça Saldanha Marinho. Diante dos fatos, é impossível escrever somente nesse sentido. Não me furtarei da opinião ao final deste artigo.

É justo, agora, começar pela fachada do prédio. Mérito de todos aqueles que, mesmo defendendo ali o shopping popular – o que não foi meu caso –, entenderam o significado simbólico do local para Santa Maria. Foi realizado um trabalho na tentativa de recuperar a arquitetura original. E o que temos lá é digno de aplausos. Juntamente com os prédios do Theatro Treze de Maio, da SUCV e da Caixa Econômica Federal, a fachada do Cine Independência deu mais vida à Saldanha Marinho e ao seu entorno. Parar por instantes, abstrair de tudo e mirar aquela fachada é uma viagem ao passado. Um retorno que só as histórias cinematográficas podem nos presentear. Fruir de um momento assim faz lembrar alguns fatos marcantes. Relembro um desses.

Em setembro de 1995, época em que houve o fechamento desse espaço para a projeção de filmes, eu participava da equipe da TV Campus como um neófito comentarista de cinema. Logo após uma gravação na cabine de projeção do Cine Glória, veio a informação do projecionista Vilson Saldanha de que não haveria a sessão da tarde no Independência. Juntamente com o saudoso Sergio de Assis Brasil (falecido em dezembro de 2007), diretor do programa, e outros colegas, rumamos para lá. Acabávamos de encontrar um documentário antigo sobre a UFSM, que o Sergio havia dirigido. Pois fizemos uma sessão histórica. Lá estávamos no mezanino assistindo a um filme local. Para mim, a última sessão do Cine Theatro Independência.

Epílogo: Shopping Independência

A realidade é que o prédio abriga hoje o denominado Shopping Independência, um centro popular de compras, em que muita gente poderá ter seu pequeno empreendimento, seu trabalho e sustento. Para ficar ideal, deveria ser administrado por uma cooperativa formada por aqueles que ali irão trabalhar e, dessa forma, reger esse centro de compras. Também penso que poderia ter sido projetado com mais andares. Esta, obviamente, é a minha opinião. A outra é que sempre fui e continuo sendo a favor do shopping popular. Mas em outro local, mais amplo, onde, além das pessoas que agora irão trabalhar, no futuro outras também tivessem espaço.

Talvez nas proximidades da viação férrea. Um grande prédio que valorizasse a histórica região. Sou contrário ao uso privado das vias públicas por tempo indeterminado, uma situação que estava quase perene em Santa Maria. No caso específico, os canteiros centrais da Avenida Rio Branco e a Praça Saldanha Marinho. A praça e as ruas são para todos. E o Cine Independência, que teve sessões de cinema até a segunda metade da década de 90 e que entrou o novo século como “templo religioso”, agora inicia um novo caminho: o Shopping Independência.

Finalizo, então, solicitando um momento de reflexão: quem sabe uma pequena sala de exibição com 50 a 70 lugares dentro do novo espaço. Já existem muitas pelo país. O que acham?


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LUIZ ALBERTO CASSOL

Diretor de cinema e cineclubista, coordenador do Santa Maria Vídeo e Cinema, presidente da Cesma e integrante do fórum de cinema Entre Fronteiras (Argentina, Brasil e Paraguai)


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O Cine Independência

- Inaugurado em 1922, nas comemorações do centenário da Independência do Brasil, tinha 2 mil lugares



- Ao longo dos anos, passou por várias modificações na fachada e no interior. Além do espaço cinematográfico, o Cine serviu de palco para apresentações teatrais e shows musicais, como a Tertúlia Nativista





- A última sessão ocorreu em 28 de setembro de 1995. Nesse mesmo ano, o edifício foi alugado para a Igreja Universal do Reino de Deus, que saiu de lá em 2003. O prédio foi anunciado para aluguel


Em 2002, defensores do patrimônio de Santa Maria fizeram ato em frente ao prédio que havia sido ocupado por templo religioso e estava à venda



- Em 2005, a prefeitura assumiu o prédio. Surgiu a ideia de fazer ali um centro de compras para abrigar os camelôs em ambulantes da cidade




foto : gabo rodriguez _ mundokino _ 6ª Santa Maria Video e cinema, 2007

domingo, 27 de junho de 2010

Estréia da auto-ficção "Dias no tempo"

Cineclube Lanterninha Aurélio
Projeto Cultural CESMA - Santa Maria/RS - Desde 1978
Filiado ao CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros

No dia 30 de junho, às 19h, no Auditório da CESMA – Cineclube Lanterninha Aurélio, os dias passarão em uma enorme tela, bidimensional, audiovisual e cinematográfica.

Um documentário? Talvez não exatamente. Ou uma autoficção?

Quem estiver na sessão de estréia da obra audiovisual Dias no tempo entenderá porque é uma obra de difícil definição.

Rodado quase em sua totalidade na Argentina, principalmente em Buenos Aires, obra parte de uma narrativa autorreferencial como forma de recuperação da memória familiar.

Das relações de sua família com o pais vizinho e de sua experiência em Buenos Aires, Carolina Berger promove uma série de conexões entre Brasil e Argentina, entre o campo e a cidade, entre a memória e a imaginação. Um experimento que coloca em cena a diluição dos conceitos de identidade e realidade.

Na trilha sonora original, uma leitura da relação entre a musicalidade do Rio Grande do Sul e da Argentina. A trilha foi composta e executada por Pirisca Grecco, vencedor do Prêmio Açorianos, categoria disco regional, com a obra "Comparsa Elétrica".

O documentário foi parcialmente produzido com recursos e suporte da Universidad del Cine (Argentina), uma das mais importantes escolas de cinema da América Latina.

A finalização e a distribuição de Dias no tempo foram financiadas pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria.

A sessão de estréia será gratuita e contará com a presença de diretora e parte da equipe de realização do documentário/auto-ficção.

O evento também marca o encerramento das atividades de aniversário da 32 anos da Cesma e do Cineclube Lanterninha Aurélio.


Sinopse

“É no mínimo curioso o fato de eu estar vivendo aqui, de estar nesta esquina, vendo outro prédio no lugar do imponente hotel onde ele costumava ficar.”

Foi na esquina celebrada pelo tango “Corrientes y Esmeralda” que Carolina passou a se questionar sobre o fato de estar vivendo em Buenos Aires.

Naquela esquina ficava o hotel onde seu bisavô parava, em suas longas estadas na capital argentina, há 60, 70 anos.

Distante de casa, distante da Buenos Aires conhecida por outras gerações de sua família, Carolina passa a buscar, na cidade de sua experiência,resquícios de outros tempos. O que encontra é uma metrópole latino-americana onde a solidão é a implacável resposta para quem espera sentir-se em um lugar familiar.

Dias no tempo parte de uma história privada para construir uma autoficção que, em tom de ensaístico, promove uma série de conexões entre Brasil e Argentina, entre o campo e a cidade, entre a memória e a imaginação. Um experimento que coloca em cena a diluição dos conceitos de identidade e realidade.






Ficha técnica

Dias no tempo (Documentário/auto-ficção, digital, 2010, 37’, cor e preto e branco, Brasil e Argentina)


Roteiro
Carolina Berger

Direção e Produção
Carolina Berger

Direção de fotografia e câmera
Carolina Berger
Jorge Flores Velasco
Gomar Fernández (Super-8)

Trilha Sonora Original
Pirisca Grecco

Edição
Carolina Berger

Desenho de som e Mixagem
Cristiano Scherer

Coordenação de Pós-produção
Álvaro de Carvalho Neto

Pós-produção de imagem
Álvaro de Carvalho Neto

Revisão de textos
Silvana Dalmaso

Produção gráfica
Roberto Borges


Financiamento

UNIVERSIDAD DEL CINE



LEI DE INCENTIVO À CULTURA - PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA MARIA


Patrocina a estréia:

VINÍCOLA DOM ROBERTTO




Apoio à estréia:

CESMA



CINECLUBE LANTERNINHA AURÉLIO



ZAMPANO - COMIDAS ARTESANAIS





--

Cineclube Lanterninha Aurélio

Debates e sessões - quartas-feiras - 19 horas - Entrada Franca
Auditório João Miguel de Souza
Rua: Professor Braga, 55 - 3º andar - Centro - Santa Maria / RS

55 3221 9165
55 322 8544


cineclubelanterninhaaurelio@gmail.com
www.twitter.com/cinelanterninha

sexta-feira, 25 de junho de 2010

TV OVO ABRE INSCRIÇÕES PARA A OFICINA DE REALIZAÇÃO AUDIOVISUAL

Planos de gravação, enquadramentos, movimentos de câmera, roteiro e edição são alguns dos temas a serem tratados na Oficina de Realização Audiovisual que a Oficina de Vídeo - TV OVO está preparando. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas na sede da TV OVO - Casa de Cultura, sala 26 - das 14h às 18h, até o dia 2 de julho. Serão oferecidas 15 vagas e a taxa única de inscrição é de R$30,00. As aulas serão ministradas por Marcos Borba.

O objetivo da oficina é apresentar noções básicas de teoria e prática audiovisual, além de estimular uma visão crítica e criativa das produções de cinema, televisão e vídeo e também, valorizar aspectos da cultura santamariense.
Durante os encontros, que irão ocorrer todos os sábados, até o dia 4 de setembro, das 9h às 12h, serão produzidos pelo menos, três mini-documentários.

A iniciativa faz parte das comemorações dos 14 anos da TV OVO, que ao longo do tempo se tornou uma referência de formação na área audiovisual. Atualmente, com o Focu - Pontão Fomento Cultural, a equipe da TV viaja por Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul ministrando oficinas para integrantes de pontos de cultura.


Serviço:

que: oficina de realização audiovisual
quando: inscrições abertas até o dia 2 de julho.


Início das aulas 3 de julho.
onde: na sede da Oficina de Vídeo TV OVO, na Casa de Cultura, sala 26.
quanto: R$30,00 a inscrição (taxa única)


Informações:no email tvovo@tvovo.org

no telefone (55) 3026 3039 e no site www.tvovo.org

quinta-feira, 24 de junho de 2010

GUERRA CONTRA O ECAD JÁ!




Companheir@s

Creio que o ECAD ultrapassou todos os limites da civilidade e do bom senso.

Neste sentido proponho que iniciemos imediatamente uma mobilização nacional contra a ação deste monopólio.

Creio que podemos contar também com o apoio de amplos setores da sociedade que como nós tem sido vitimados pela ação do ECAD.

Informo ainda que na qualidade de secretário do CNC, já iniciei contato com alguns advogados parceiros visando saber da possibilidade de ingressarmos com alguma medida legal (tipo mandato de segurança) que de garantias prévias aos cineclubes contra a ação do ECAD.

É isso....GUERRA CONTRA O ECAD JÁ!

Pimentel

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Jose Vaz de Souza Filho
Data: 23 de junho de 2010 18:14
Assunto: ENC: Cancelamento Cineclube Ação da Cidadania
Para: João Batista Pimentel Neto


De: João Guerreiro [mailto:jguerreiro@acaodacidadania.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 23 de junho de 2010 14:13
Para: João guerreiro
Assunto: Cancelamento Cineclube Ação da Cidadania


Prezada(o)s,


É com enorme desgosto que estamos cancelando o lançamento do Cineclube Ação da Cidadania. Na verdade, tratava-se do lançamento no novo formato visto que fomos contemplados, através de Edital Público, no Projeto Cine Mais Cultura do Ministério da Cultura, com o kit Telão, Projetor, Caixa e Mesa de Som, e filmes disponibilizados pela Programadora Brasil ("um programa da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, desenvolvido por meio da Cinemateca Brasileira e do Centro Técnico do Audiovisual (CTAv)").

Trata-se, portanto, de um projeto de convergência entre políticas públicas de formação e disponibilização obras NACIONAIS para formação de público crítico e que permite a difusão de culturas diversificas ladeado com segmentos da sociedade civil que tem o mesmo objetivo - caso da Ação da Cidadania.

Entretanto, fomos surpreendidos hoje pela manhã, com um telefonema do ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, uma sociedade civil, de natureza privada) informando que seria cobrado uma taxa de direitos autorais pela exibição. A exibição seria gratuita, o público alunos das escolas públicas da rede municipal do entorno do Centro Cultural Ação da Cidadania e jovens do Morro da Providência. A exibição seria feita por dois voluntários da Ação da Cidadania, o espaço (reformado para o Cine Mais Cultura com recursos de nossa entidade) e a eletricidade seriam nossa contrapartida. Nada disso comoveu o ECAD.

Assim, tivemos, dolorosamente, que cancelar o Cineclube, nos desculparmos com a Profª. Adriana Faccina e com o MC Leo (debatedores que viriam com seus próprios recursos ao CCAC) e pedir desculpas às crianças e aos jovens do Morro da Providência.

Gostaríamos, também, de nos desculparmos com você que por ventura esteja à caminho.

O que faremos daqui para frente? Ainda não sabemos. Esperamos apenas que exista bom senso entre o legal e o justo. Pois, entre os dois estamos, como sempre estivemos, com os milhões de excluídos socioculturais deste imenso Brasil.


João Guerreiro
Coordenador de Ações Culturais
Ação da Cidadania
Tel. (21) 2233-7460 e 8117-0763
jguerreiro@acaodacidadania.com.br
www.acaodacidadania.com.br

terça-feira, 22 de junho de 2010

Ponto De Mutação - 23/06

Cineclube Lanterninha Aurélio
Projeto Cultural CESMA - Santa Maria/RS - Desde 1978
Filiado ao CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros

Enceramento do Ciclo: Eu consumo, tu consomes... o mundo

23/06/2010
Ponto de Mutação
EUA, 1990, 110 min
Direção: Bernt Capra


Um político estadunidense vai à França visitar um velho amigo poeta.
Lá, conhecem uma cientista desiludida com os rumos tomados pela
ciência. Após descobrir que suas pesquisas com microlasers estavam
sendo utilizadas no projeto americano Guerra nas Estrelas, ela decidiu
isolar-se em um vilarejo francês para repensar a vida. E nesse
encontro , juntos, tecem uma profunda discussão sobre ecologia,
guerra, política e filosofias alternativas para o século XXI

Baseado no livro beste-seller The Turning Point (Ponto de Mutação) do
físico austríaco Fritjof Capra




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Próxima Exibição

30/06/2010
Lançamento do documentário "Dias no tempo"
Direção: Carolina Berger

Digital, 2010, 37', cor e preto e branco, Brasil e Argentina

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Cineclube Lanterninha Aurélio / CESMA Vídeo

Debates e sessões - quartas-feiras - 19 horas - Entrada Franca
Auditório João Miguel de Souza
Rua: Professor Braga, 55 - 3º andar - Centro - Santa Maria / RS

55 3221 9165
55 322 8544


cineclubelanterninhaaurelio@gmail.com
www.twitter.com/cinelanterninha

terça-feira, 15 de junho de 2010

José Lutzemberger e O Mundo segundo a Monsanto - Cineclube Lanterninha Aurélio

Cineclube Lanterninha Aurélio
Projeto Cultural CESMA - Santa Maria/RS - Desde 1978
Filiado ao CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros

Ciclo: Eu consumo, tu consomes... o mundo.
Em pareceria com o Projeto Sala Verde do Ministério do Meio Ambiente e da SV - Comitê Ambiental da CEU II – Universidade Federal de Santa Maria.


16/06/2010
Série: Memórias do Meio Ambiente
Episódio: José Lutzemberger - um pioneiro em Gaia
Brasil, 2002, 32 min
Direção: Anna Terra e Ricardo Carvalho Brasil


Ecologia e Comunicação em parceria com TV Cultura de São Paulo.
Escolhida como Melhor Série Televisiva pelo resgate da vida e da obra de personagens fundamentais à compreensão do movimento ambientalista brasileiro, num trabalho que também foi especialmente formatado para uso em salas de aula, com material didático apropriado.

Lutzenberger foi um pioneiro. No início dos anos 70 já falava do planeta como um ser vivo e apresentava aos brasileiros a Teoria de Gaia.
Alertava para os perigos de maltratar este ser vivo do qual fazemos parte e com rara coragem se expunha e brigava contra os poderosos usando suas armas preferidas: o profundo conhecimento científico, a precisão da palavra e a emoção de quem defende a vida. Sua luta mais recente tinha como alvo os transgênicos.

Não teve tempo de divulgar seus escritos contundentes contra esta prática que coloca em risco a produção de alimentos no planeta e pode acabar de vez com o pequeno agricultor. Mas deixou herdeiros de seus conhecimentos e, acima de tudo, de sua coerência. Os brasileiros conscientes e as gerações futuras agradecem e reverenciam José Lutzenberger, um pioneiro em Gaia.





O Mundo segundo a Monsanto (Le monde selon Monsanto)
Direção: Marie-Monique Robin
Paris , 2008, 109 min


O documentário "O Mundo segundo a Monsanto" traça a história da principal fabricante de organismos geneticamente modificados (OGM), cujos grãos de soja, milho e algodão se proliferam pelo mundo, apesar dos alertas de ambientalistas.
A diretora, a francesa Marie-Monique Robin, baseou seu filme - e um livro de mesmo título - na empresa com sede em Saint-Louis (Missouri, EUA), que, em mais de um século de existência, foi fabricante do PCB (piraleno), o agente laranja usado como herbicida na guerra do Vietnã, e de hormônios de aumento da produção de leite proibidos na Europa.

O documentário destaca os perigos do crescimento exponencial das plantações de transgênicos, que, em 2007, cobriam 100 milhões de hectares, com propriedades genéticas patenteadas em 90% pela Monsanto.

A pesquisa durou três anos e a levou aos Estados Unidos e a países como Brasil, Índia, Paraguai e México, comparando as virtudes proclamadas dos OGM com a realidade de camponeses mergulhados pelas dívidas com a multinacional, de moradores das imediações das plantações pessoas que sofrem com problemas de saúde ou de variedades originais de grãos ameaçadas pelas espécies transgênicas.

Marie-Monique Robin é uma famosa jornalista independente, que, em 2004, gravou um documentário sobre a Operação Condor chamado "Esquadrões da Morte: A Escola Francesa"- para o qual entrevistou vários dos maiores repressores das ditaduras militares dos anos 70.




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Próximas Exibições

23/06/2010
Ponto de Mutação
EUA, 1990, 110 min
Direção: Bernt Capra



30/06/2010
Lançamento do documentário "Dias no tempo"
Direção: Carolina Berger
Digital, 2010, 37', cor e preto e branco, Brasil e Argentina



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Cineclube Lanterninha Aurélio

Debates e sessões - quartas-feiras - 19 horas - Entrada Franca
Auditório João Miguel de Souza
Rua: Professor Braga, 55 - 3º andar - Centro - Santa Maria / RS

55 3221 9165
55 322 8544


cineclubelanterninhaaurelio@gmail.com
www.twitter.com/cinelanterninha
www.cineclubelanterninhaaurelio.blogspot.com

www.mma.gov.br/sitio

www.circuitotelaverde.blogspot.com
www.comiteambientalufsm.blogspot.com

Apagão Ambiental: seria cômico, não fosse trágico

Deputado Aldo Rebelo superou seu próprio discurso anti-ambiental. Quem achava que se tratava apenas de jogo de cena quebrou a cara. Em sessão concorrida da Comissão Especial do Código Florestal desta terça-feira, 08 de junho, apenas três dias após o Dia Internacional do Meio Ambiente, o deputado apresentou e leu parte do seu canhestro relatório. Em leitura enfadonha e desqualificando de forma autoritária as organizações e inclusive os técnicos da sociedade civil contrários ao seu posicionamento o Deputado Aldo ofereceu seu tão esperado relatório para praticamente revogar o Código Florestal brasileiro.

Citando de Malthus, a Luiz Gonzaga, o Deputado Aldo demonstrou grande sensibilidade para as teses mais arcaicas do ruralismo do século passado. Comprovou também que não tem nenhuma responsabilidade para com o patrimônio público (ambiental), o Estado de Direito e a Função Social da Terra, teses consagradas na nossa Constituição Federal e caras aos comunistas (neste caso- ex-comunista). Conseguiu (pasmem!) apresentar um relatório muito mais condescendente com os infratores ambientais do que o apresentado pelo Deputado Moacir Micheletto, há mais de 10 anos atrás, e que lhe rendeu o apelido de deputado Moto-serra cunhado por organizações não Governamentais participantes da Campanha SOS Florestas.

Sem maiores delongas, os aspectos mais graves da proposta de Código Florestal TOTAL-Flex de Aldo Rebelo são:

1) Anistia geral e irrestrita a todo desmatamento ilegal ocorrido até julho de 2008 cancelando multas, suspendendo embargos e permitindo que ocupações ilegais recentes em Área de Preservação Permanente e Reserva Legal sejam beneficiadas com a manutenção das atividades até que o governo elabora plano de recuperação ambiental.

2) Inverte de forma inconstitucional a responsabilidade pela elaboração de planos de recuperação de áreas objeto de dano ambiental decorrente de crime ou infração atribuindo obrigações ao poder público para elaborar os Planos de Recuperação Ambiental.

3) Permite que os Estados possam reduzir em até 50% as dimensões das áreas de preservação permanente.

4) Revoga a exigência de Reserva legal para as propriedades com até quatro módulos rurais (ex.: 600 hectares na Amazônia), permitindo com isso mais desmatamentos em todos os biomas em todo País.

5) Concede mais 35 anos para a recomposição de RL (pelo Estado) quando esta for exigível. Os trinta anos começaram a contar em 2000, com a MP 2166, mas a proposta é de renovar esse prazo.

6) Abre a possibilidade, sem qualquer critério técnico previamente estabelecido, aos estados e até mesmo municípios de declararem empreendimentos como de utilidade pública para fins de desmatamento em qualquer categoria de área de preservação permanente.

7) Suspende todos os termos de compromissos e de ajustamento de conduta para cumprimento do código florestal já assinados entre produtores rurais e órgãos ambientais em todos os biomas do País.

Além do que foi acima descrito o Deputado Aldo ainda propõe em seu relatório:

A) Em rio com até 5 metros de largura (rios mais vulneráveis a poluição e erosão) a APP passa a ter limite máximo de 5 metros de APP (hoje essa margem é de 30 metros de largura). Com isso abre a possibilidade para novos desmatamentos.

B) A definição de APP em áreas de várzea passa a ser definida pelos estados pois deixa de ter um parâmetro geral federal.

C) No caso de ocupação de área com vegetação nativa entre 25-45° de declividade, que hoje é limitada, a competência para autorizar uso é retirada do órgão ambiental e é atribuída a um órgão de pesquisa agropecuária (não define qual).

D) Formações campestres amazônicas (campinarana, lavrados) passam a ter Reserva legal de 20% (até então aplicava-se a elas o percentual de 35% como cerrado).

E) Permite o cômputo total da APP na reserva legal, mesmo que estejam desmatadas (em processo de regeneração).

F) ZEE pode regularizar desmatamentos ilegais ocorridos até julho de 2008.

G) Permite recomposição de RL com espécies exóticas a critério do órgão estadual (deixa de exigir parâmetro do CONAMA).

H) Desonera empreendimento de interesse público em área rural no entorno de lagoa de ter Reserva Legal, sem definir o que sejam empreendimentos de interesse público (por exemplo condomínios privados podem ser declarados por prefeituras como de interesse público).

I) Permite a compensação financeira para regularização de reserva legal (a lógica do desmate, ocupe, lucre e pague).

J) A averbação de reserva legal deixa de ser obrigatória até que o poder público elabore o PRA.

k) Propõe a recomposição voluntária de Reserva Legal até que o Poder Público apresente o PRA.

L) Permite a consolidação de ocupação em áreas urbanas de risco (margem de rios, topos de morros e áreas com declividade).

Em seu discurso rococônico com citações desconexas que viajam forçadamente de Epicuro a Guimarães Rosa, o Deputado Aldo deixou claro e sem constrangimento que não entende nada e não tem nenhuma responsabilidade com o equilíbrio ambiental no Brasil. Defende o princípio da arrogância humana, que se coloca acima de tudo e de todas as demais espécies e que com sua razão tudo pode. Para ele o Brasil é sobretudo o celeiro do mundo e todos os que não se rendem a essa visão míope e parcial das realidade do país são por ele taxados de inimigos da nação. Infelizmente esse é o cenário que teremos que enfrentar no Congresso Nacional nos próximos dias.

Por isso amigos acompanhem, mandem mensagens e liguem para os seus deputados, e participem das Campanhas SOS Florestas: www.sosflorestas.org.br/ e Exterminadores do Futuro www.sosmatatlantica.org.br

_____________________________________________________________

Artigo escrito em 08 de junho de 2010 por André Lima, advogado, formado pela Universidade de São Paulo (1994), mestre em Gestão e Política Ambiental pela UnB, Coordenador de Políticas Públicas do IPAM e Diretor de Assuntos Parlamentares do Instituto O Direito por um Planeta Verde. Foi Coordenador Jurídico da SOS Mata Atlântica entre 1994 e 1997, Coordenador de Política e Direito Socioambiental do ISA entre 1997 e 2007 e Diretor de Políticas de Controle dos Desmatamentos no Ministério de Meio Ambiente entre 2007 e 2008.

domingo, 6 de junho de 2010

Ciclo: Eu consumo, tu consomes... o mundo

Cineclube Lanterninha Aurélio
Projeto Cultural CESMA - Santa Maria/RS - Desde 1978
Filiado ao CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros

No mês de aniversário do Cineclube Lanterninha Aurélio e da CESMA.
Apresentamos o “Ciclo: Eu consumo, tu consomes... o mundo” a partir de várias facetas sobre a questão do consumo e exploração de recursos. Em pareceria com o Projeto Sala Verde do Ministério do Meio Ambiente e da SV - Comitê Ambiental da CEU II – Universidade Federal de Santa Maria.


Dentro da programação especial de aniversário da cooperativa, no dia 30 de junho ocorrerá o lançamento do documentário “Dias no tempo” de Carolina Berger.


Ciclo: Eu consumo, tu consomes... o mundo.

02/06/2010
Paragem do tempo
Direção e Roteiro : Carolina Berger
Brasil, 2009, 52 min


O tempo naquelas paragens não é só o que ficou de uma história de ciclos de exploração do subsolo e de lembranças de prosperidade. É como a mudança insiste em agir e como a espera transforma sem anunciar. Como em tantos outros “cantos de mundo”, naquele lugar, a volta dos “velhos tempos” ainda é aguardada.
O filme foi apresentado pela TVE-RS e TV Cultura em junho de 2009 na série DOCTV e teve uma única sessão de pré-estréia nas Minas do Camaquã, local onde o documentário foi realizado.

A localidade de Minas do Camaquã chegou a ser considerada a uma das principais fontes que levariam à emancipação do cobre nacional. Hoje, o conflito sócio-ambiental causado por esse modelo é latente: quem vive “na mina” é constantemente alimentado pela expectativa coletiva de um novo ciclo de mineração e consequente volta da estabilidade econômica.

A não-ficção “Paragem do tempo” mostra a pequena vila nos dias de hoje e como a sua população sofre as conseqüências desta ideologia: uma degradação ambiental irreversível e uma massa de operários sem emprego e sem moradia depois da paralisação da extração mineral, em 1996. E é por esta relação entre prosperidade no passado e estagnação no presente que surge o sentido universal do documentário: da dinâmica em ciclos da atividade mineradora, se forma uma percepção da natureza cíclica do tempo.

O “Paragem do tempo” faz parte da série DOCTV IV, concurso de produção de documentários financiado pelo Ministério da Cultura, pela Associação Brasileira das Emissoras Públicas Educativas e Culturais e pela Fundação Cultural Piratini – TVE-RS e foi o segunda produção da série exibida em rede nacional, em televisões públicas.



09/06/2010
A história das coisas (The Story of Stuff')
Direção: Louis Fox
EUA, 2007, 21 min


Discorre sobre os processos produtivos de praticamente todas as coisas do mundo.
O vídeo mostra de forma bastante didática, como nos transformamos em consumistas e somos bombardeados pela comunicação e propaganda de moda, tendências, eletrônicos, entretenimento. Vemos que nos Estados Unidos praticamente tudo o que se produz torna-se lixo em no máximo seis meses.


Surplus - Terrorized Into Being Consumers
Direção: Erik Gandini
Suécia , 2003, 51 min


O documentário Surplus mostra os excessos da atual produção em massa e o consumo desenfreado que afligem a maioria dos paises e culturas mundiais e os problemas que vem sendo causados ao meio ambiente e para todos que estão nele. John Zerzan é considerado o Guru da anti-globalização e o produtor Eric Gandini se baseia nos pensamentos de Zerzan para mostrar a destruição das reservas naturais e do meio ambiente que vem sendo causada pela vida consumista que vivemos.




16/06/2010
Série: Memórias do Meio Ambiente
Episódio: José Lutzemberger - um pioneiro em Gaia
Brasil, 2002, 32 min
Direção: Anna Terra e Ricardo Carvalho Brasil


Ecologia e Comunicação em parceria com TV Cultura de São Paulo.
Escolhida como Melhor Série Televisiva pelo resgate da vida e da obra de personagens fundamentais à compreensão do movimento ambientalista brasileiro, num trabalho que também foi especialmente formatado para uso em salas de aula, com material didático apropriado.

Lutzenberger foi um pioneiro. No início dos anos 70 já falava do planeta como um ser vivo e apresentava aos brasileiros a Teoria de Gaia.
Alertava para os perigos de maltratar este ser vivo do qual fazemos parte e com rara coragem se expunha e brigava contra os poderosos usando suas armas preferidas: o profundo conhecimento científico, a precisão da palavra e a emoção de quem defende a vida. Sua luta mais recente tinha como alvo os transgênicos.

Não teve tempo de divulgar seus escritos contundentes contra esta prática que coloca em risco a produção de alimentos no planeta e pode acabar de vez com o pequeno agricultor. Mas deixou herdeiros de seus conhecimentos e, acima de tudo, de sua coerência. Os brasileiros conscientes e as gerações futuras agradecem e reverenciam José Lutzenberger, um pioneiro em Gaia.


O mundo segundo a Monsanto (Le monde selon Monsanto)
Direção: Marie-Monique Robin
Paris , 2008, 109 min

O documentário "O Mundo segundo a Monsanto" traça a história da principal fabricante de organismos geneticamente modificados (OGM), cujos grãos de soja, milho e algodão se proliferam pelo mundo, apesar dos alertas de ambientalistas.
A diretora, a francesa Marie-Monique Robin, baseou seu filme - e um livro de mesmo título - na empresa com sede em Saint-Louis (Missouri, EUA), que, em mais de um século de existência, foi fabricante do PCB (piraleno), o agente laranja usado como herbicida na guerra do Vietnã, e de hormônios de aumento da produção de leite proibidos na Europa.

O documentário destaca os perigos do crescimento exponencial das plantações de transgênicos, que, em 2007, cobriam 100 milhões de hectares, com propriedades genéticas patenteadas em 90% pela Monsanto.

A pesquisa durou três anos e a levou aos Estados Unidos e a países como Brasil, Índia, Paraguai e México, comparando as virtudes proclamadas dos OGM com a realidade de camponeses mergulhados pelas dívidas com a multinacional, de moradores das imediações das plantações pessoas que sofrem com problemas de saúde ou de variedades originais de grãos ameaçadas pelas espécies transgênicas.

Marie-Monique Robin é uma famosa jornalista independente, que, em 2004, gravou um documentário sobre a Operação Condor chamado "Esquadrões da Morte: A Escola Francesa"- para o qual entrevistou vários dos maiores repressores das ditaduras militares dos anos 70.




23/06/2010
Ponto de Mutação
EUA, 1990, 110 min
Direção: Bernt Capra


Um político estadunidense vai à França visitar um velho amigo poeta. Lá, conhecem uma cientista desiludida com os rumos tomados pela ciência. Após descobrir que suas pesquisas com microlasers estavam sendo utilizadas no projeto americano Guerra nas Estrelas, ela decidiu isolar-se em um vilarejo francês para repensar a vida. E nesse encontro , juntos, tecem uma profunda discussão sobre ecologia, guerra, política e filosofias alternativas para o século XXI

Baseado no livro beste-seller The Turning Point (Ponto de Mutação) do físico austríaco Fritjof Capra. Ele é um típico teórico do ambientalismo do Terceiro Milênio. Tem um aprofundado saber técnico (é PhD em física quântica, com pesquisas em Teoria de Sistemas Complexos) e dá uma compreensão holística a esses conhecimentos, interpretando-os à luz da ecologia.



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30/06/2010
Lançamento do documentário “Dias no tempo”
Direção: Carolina Berger
Digital, 2010, 37’, cor e preto e branco, Brasil e Argentina



Sinopse

“É no mínimo curioso o fato de eu estar vivendo aqui, de estar nesta esquina, vendo outro prédio no lugar do imponente hotel onde ele costumava ficar.”
Foi na esquina celebrada pelo tango “Corrientes y Esmeralda” que Carolina passou a se questionar sobre o fato de estar vivendo em Buenos Aires. Naquela esquina ficava o hotel onde seu bisavô parava, em suas longas estadas na capital argentina, há 60, 70 anos. Distante de casa, distante da Buenos Aires conhecida por outras gerações de sua família, Carolina passa a buscar, na cidade de sua experiência, resquícios de outros tempos. O que encontra é uma metrópole latino-americana onde a solidão é a implacável resposta para quem espera sentir-se em um lugar familiar.

Dias no tempo parte de uma história privada para construir uma autoficção que, em tom de ensaístico, promove uma série de conexões entre Brasil e Argentina, entre o campo e a cidade, entre a memória e a imaginação. Um experimento que coloca em cena a diluição dos conceitos de identidade e realidade.

A produção

Dias no tempo foi produzido em diferentes etapas. O projeto do documentário começou a ser elaborado em 2005, na cadeira de Roteiro II – ministrada pelo professor Jorge La Ferla - do Mestrado em Documentário Cinematográfico, na Universidad del Cine – Buenos Aires, Argentina.

Entre os anos 2005 e 2006 foram feitas as primeiras gravações, na cidade de Buenos Aires, com apoio da Universidad del Cine, que forneceu equipamento e material sensível. Em 2009, já com parte da montagem concluída, foram captadas mais imagens em Buenos Aires e na localidade conhecida como Seival, na região central do Estado do Rio Grande do Sul.

Todas as imagens foram gravadas em câmeras pessoais de diferentes tecnologias. As câmeras portáteis e não profissionais foram utilizadas pela necessidade estética de registro de cenas cotidianas na cidade de Buenos Aires. Algumas imagens são material de arquivo pessoal da diretora, gravadas nos anos 80, em VHS-C.

Para simular arquivos pessoais de diferentes épocas, usou-se tecnologias próprias: o Super-8 preto e branco simula as viagens de Patrício, nas décadas de 40 e 50. O Super-8 colorido, as viagens de Maria Luiza, e os suportes eletrônicos (VHS-C) e digitais (DV CAM, Mini DV, e vídeos registrados com câmeras fotográficas) foram usados para os registros cotidianos de Carolina, no período contemporâneo.




Ficha técnica

Roteiro
Carolina Berger

Direção e Produção
Carolina Berger

Direção de fotografia e câmera
Carolina Berger
Jorge Flores Velasco
Gomar Fernández (Super-8)

Trilha Sonora Original
Pirisca Grecco

Edição
Carolina Berger

Desenho de som e Mixagem
Cristiano Scherer

Coordenação de Pós-produção
Álvaro de Carvalho Neto

Pós-produção de imagem
Álvaro de Carvalho Neto

Assistentes de produção
Airton Guilherme Berger, Raquel Schefer, Rosa Domingo Bernaus e Paola Interlandi

Material de arquivo adicional (DV CAM)
Carolina Berger e Raquel Schefer

Produção gráfica
Roberto Borges

Versão e Legendas
Videoeye

Revisão de textos
Silvana Dalmaso

Laboratório revelação e Telecine de Super-8
RB Movie House

Estúdio Digitalização de áudio
Tech Áudio

Buenos Aires – 2006 e 2009
Caçapava do Sul – Seival – 2009
Finalização – Santa Maria - 2010

Financiamento
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Cineclube Lanterninha Aurélio / CESMA Vídeo

Debates e sessões - quartas-feiras - 19 horas - Entrada Franca
Auditório João Miguel de Souza
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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Um ensaio sobre a passagem do tempo

Um ensaio sobre a passagem do tempo

Em ‘Paragem do Tempo’, diretora santa-mariense revisita Minas do Camaquã

Por Francisco Dalcol


Entre a rapidez e a lentidão, a noção da passagem do tempo pode ser percebida de diferentes maneiras. Ao produzir um documentário sobre as Minas do Camaquã, a diretora santa-mariense Carolina Berger resolveu trabalhar essa questão. O resultado é Paragem do Tempo, que será exibido hoje na TVE-RS e na TV Cultura. Financiado pelo DocTV, do governo federal, o trabalho faz um retrato do distrito de Caçapava do Sul cuja história é contada pelos ciclos de extração mineral que ocorreram em diferentes épocas no século 20.

Assim, o cenário é o de um lugar condenando ao isolamento. Carolina não caiu no perigo de simplificar seu trabalho a uma extensa reportagem de mais de 50 minutos, recheada de depoimentos e entrevistas. Formada em Jornalismo pela UFSM, com Mestrado em Documentário Cinematográfico pela Universidad del Cine, em Buenos Aires, ela fez o que se esperava: um documentário com uma linguagem autoral e artística, em que a história, ao invés de ser contada de forma mastigada como se faz no jornalismo, é apresentada de forma sugestiva. Assim, lacunas são deixadas para levar o espectador a um exercício de imaginação.

Com seus três personagens reais e seus cotidianos, Paragem do Tempo deixa claro que estamos em um lugar decadente e abandonado que lida com a memória de um passado próspero e glorioso. Afinal, muitas de suas visões de mundo hoje são alimentadas pela comparação de como as coisas eram e de como elas ficaram. Quando as máquinas funcionavam e os operários trabalhavam na extração de cobre, a cidade vivia na velocidade de uma grande fábrica. Com o fim do ciclo mineral, nos anos 90, restou uma calmaria que imprimiu outra noção de tempo ao lugar.

No documentário, essa sensação é despertada pelos sons _ e também pelos silêncios _ e pelos planos e enquadramentos muitas vezes contemplativos. Como efeito, o filme revela a beleza natural da geografia de Minas do Camaquã.

Muito do que foi construído para a extração mineral e para dar estrutura aos trabalhadores ainda está lá:
as máquinas, o antigo cinema, as casas dos operários, as placas de ruas com nomes de engenheiros e a casa do playboy Baby Pignatari, que foi dono das minas em um dos ciclos de mineração. Como tudo pertence ao passado, salta a sensação de abandono.

Isso fica evidente quando um dos personagens visita uma antiga mina de extração mineral lembrando como o trabalho era pesado, e a vida, orientada pelas jornadas. Mas Paragem do Tempo também trabalha com a esperança e a expectativa. Ao final, um de seus personagens sugere que ainda há muito minério a ser extraído, basta alguém investir no negócio. E, se isso acontecer, poderá melhorar a vida de muita gente, especialmente dos descendentes de operários que ali vivem, perpetuando o sonho que uma geração viu ser soterrado pela estagnação econômica.

Este é o segundo documentário da diretora após o premiado Herança, que retratou o processo de arenização no pampa gaúcho. O trabalho ganhou recursos do prêmio NUFF Global _ Climate Changes, um concurso da Noruega que financia projetos com foco nas mudanças climáticas. Herança foi o melhor documentário na competição nacional do Santa Maria Vídeo e Cinema em 2007. No Gramado Cine Vídeo, levou melhor documentário independente brasileiro. E ainda foi exibido em festivais na Europa.