domingo, 27 de junho de 2010

Estréia da auto-ficção "Dias no tempo"

Cineclube Lanterninha Aurélio
Projeto Cultural CESMA - Santa Maria/RS - Desde 1978
Filiado ao CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros

No dia 30 de junho, às 19h, no Auditório da CESMA – Cineclube Lanterninha Aurélio, os dias passarão em uma enorme tela, bidimensional, audiovisual e cinematográfica.

Um documentário? Talvez não exatamente. Ou uma autoficção?

Quem estiver na sessão de estréia da obra audiovisual Dias no tempo entenderá porque é uma obra de difícil definição.

Rodado quase em sua totalidade na Argentina, principalmente em Buenos Aires, obra parte de uma narrativa autorreferencial como forma de recuperação da memória familiar.

Das relações de sua família com o pais vizinho e de sua experiência em Buenos Aires, Carolina Berger promove uma série de conexões entre Brasil e Argentina, entre o campo e a cidade, entre a memória e a imaginação. Um experimento que coloca em cena a diluição dos conceitos de identidade e realidade.

Na trilha sonora original, uma leitura da relação entre a musicalidade do Rio Grande do Sul e da Argentina. A trilha foi composta e executada por Pirisca Grecco, vencedor do Prêmio Açorianos, categoria disco regional, com a obra "Comparsa Elétrica".

O documentário foi parcialmente produzido com recursos e suporte da Universidad del Cine (Argentina), uma das mais importantes escolas de cinema da América Latina.

A finalização e a distribuição de Dias no tempo foram financiadas pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria.

A sessão de estréia será gratuita e contará com a presença de diretora e parte da equipe de realização do documentário/auto-ficção.

O evento também marca o encerramento das atividades de aniversário da 32 anos da Cesma e do Cineclube Lanterninha Aurélio.


Sinopse

“É no mínimo curioso o fato de eu estar vivendo aqui, de estar nesta esquina, vendo outro prédio no lugar do imponente hotel onde ele costumava ficar.”

Foi na esquina celebrada pelo tango “Corrientes y Esmeralda” que Carolina passou a se questionar sobre o fato de estar vivendo em Buenos Aires.

Naquela esquina ficava o hotel onde seu bisavô parava, em suas longas estadas na capital argentina, há 60, 70 anos.

Distante de casa, distante da Buenos Aires conhecida por outras gerações de sua família, Carolina passa a buscar, na cidade de sua experiência,resquícios de outros tempos. O que encontra é uma metrópole latino-americana onde a solidão é a implacável resposta para quem espera sentir-se em um lugar familiar.

Dias no tempo parte de uma história privada para construir uma autoficção que, em tom de ensaístico, promove uma série de conexões entre Brasil e Argentina, entre o campo e a cidade, entre a memória e a imaginação. Um experimento que coloca em cena a diluição dos conceitos de identidade e realidade.






Ficha técnica

Dias no tempo (Documentário/auto-ficção, digital, 2010, 37’, cor e preto e branco, Brasil e Argentina)


Roteiro
Carolina Berger

Direção e Produção
Carolina Berger

Direção de fotografia e câmera
Carolina Berger
Jorge Flores Velasco
Gomar Fernández (Super-8)

Trilha Sonora Original
Pirisca Grecco

Edição
Carolina Berger

Desenho de som e Mixagem
Cristiano Scherer

Coordenação de Pós-produção
Álvaro de Carvalho Neto

Pós-produção de imagem
Álvaro de Carvalho Neto

Revisão de textos
Silvana Dalmaso

Produção gráfica
Roberto Borges


Financiamento

UNIVERSIDAD DEL CINE



LEI DE INCENTIVO À CULTURA - PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA MARIA


Patrocina a estréia:

VINÍCOLA DOM ROBERTTO




Apoio à estréia:

CESMA



CINECLUBE LANTERNINHA AURÉLIO



ZAMPANO - COMIDAS ARTESANAIS





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Cineclube Lanterninha Aurélio

Debates e sessões - quartas-feiras - 19 horas - Entrada Franca
Auditório João Miguel de Souza
Rua: Professor Braga, 55 - 3º andar - Centro - Santa Maria / RS

55 3221 9165
55 322 8544


cineclubelanterninhaaurelio@gmail.com
www.twitter.com/cinelanterninha

sexta-feira, 25 de junho de 2010

TV OVO ABRE INSCRIÇÕES PARA A OFICINA DE REALIZAÇÃO AUDIOVISUAL

Planos de gravação, enquadramentos, movimentos de câmera, roteiro e edição são alguns dos temas a serem tratados na Oficina de Realização Audiovisual que a Oficina de Vídeo - TV OVO está preparando. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas na sede da TV OVO - Casa de Cultura, sala 26 - das 14h às 18h, até o dia 2 de julho. Serão oferecidas 15 vagas e a taxa única de inscrição é de R$30,00. As aulas serão ministradas por Marcos Borba.

O objetivo da oficina é apresentar noções básicas de teoria e prática audiovisual, além de estimular uma visão crítica e criativa das produções de cinema, televisão e vídeo e também, valorizar aspectos da cultura santamariense.
Durante os encontros, que irão ocorrer todos os sábados, até o dia 4 de setembro, das 9h às 12h, serão produzidos pelo menos, três mini-documentários.

A iniciativa faz parte das comemorações dos 14 anos da TV OVO, que ao longo do tempo se tornou uma referência de formação na área audiovisual. Atualmente, com o Focu - Pontão Fomento Cultural, a equipe da TV viaja por Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul ministrando oficinas para integrantes de pontos de cultura.


Serviço:

que: oficina de realização audiovisual
quando: inscrições abertas até o dia 2 de julho.


Início das aulas 3 de julho.
onde: na sede da Oficina de Vídeo TV OVO, na Casa de Cultura, sala 26.
quanto: R$30,00 a inscrição (taxa única)


Informações:no email tvovo@tvovo.org

no telefone (55) 3026 3039 e no site www.tvovo.org

quinta-feira, 24 de junho de 2010

GUERRA CONTRA O ECAD JÁ!




Companheir@s

Creio que o ECAD ultrapassou todos os limites da civilidade e do bom senso.

Neste sentido proponho que iniciemos imediatamente uma mobilização nacional contra a ação deste monopólio.

Creio que podemos contar também com o apoio de amplos setores da sociedade que como nós tem sido vitimados pela ação do ECAD.

Informo ainda que na qualidade de secretário do CNC, já iniciei contato com alguns advogados parceiros visando saber da possibilidade de ingressarmos com alguma medida legal (tipo mandato de segurança) que de garantias prévias aos cineclubes contra a ação do ECAD.

É isso....GUERRA CONTRA O ECAD JÁ!

Pimentel

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Jose Vaz de Souza Filho
Data: 23 de junho de 2010 18:14
Assunto: ENC: Cancelamento Cineclube Ação da Cidadania
Para: João Batista Pimentel Neto


De: João Guerreiro [mailto:jguerreiro@acaodacidadania.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 23 de junho de 2010 14:13
Para: João guerreiro
Assunto: Cancelamento Cineclube Ação da Cidadania


Prezada(o)s,


É com enorme desgosto que estamos cancelando o lançamento do Cineclube Ação da Cidadania. Na verdade, tratava-se do lançamento no novo formato visto que fomos contemplados, através de Edital Público, no Projeto Cine Mais Cultura do Ministério da Cultura, com o kit Telão, Projetor, Caixa e Mesa de Som, e filmes disponibilizados pela Programadora Brasil ("um programa da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, desenvolvido por meio da Cinemateca Brasileira e do Centro Técnico do Audiovisual (CTAv)").

Trata-se, portanto, de um projeto de convergência entre políticas públicas de formação e disponibilização obras NACIONAIS para formação de público crítico e que permite a difusão de culturas diversificas ladeado com segmentos da sociedade civil que tem o mesmo objetivo - caso da Ação da Cidadania.

Entretanto, fomos surpreendidos hoje pela manhã, com um telefonema do ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, uma sociedade civil, de natureza privada) informando que seria cobrado uma taxa de direitos autorais pela exibição. A exibição seria gratuita, o público alunos das escolas públicas da rede municipal do entorno do Centro Cultural Ação da Cidadania e jovens do Morro da Providência. A exibição seria feita por dois voluntários da Ação da Cidadania, o espaço (reformado para o Cine Mais Cultura com recursos de nossa entidade) e a eletricidade seriam nossa contrapartida. Nada disso comoveu o ECAD.

Assim, tivemos, dolorosamente, que cancelar o Cineclube, nos desculparmos com a Profª. Adriana Faccina e com o MC Leo (debatedores que viriam com seus próprios recursos ao CCAC) e pedir desculpas às crianças e aos jovens do Morro da Providência.

Gostaríamos, também, de nos desculparmos com você que por ventura esteja à caminho.

O que faremos daqui para frente? Ainda não sabemos. Esperamos apenas que exista bom senso entre o legal e o justo. Pois, entre os dois estamos, como sempre estivemos, com os milhões de excluídos socioculturais deste imenso Brasil.


João Guerreiro
Coordenador de Ações Culturais
Ação da Cidadania
Tel. (21) 2233-7460 e 8117-0763
jguerreiro@acaodacidadania.com.br
www.acaodacidadania.com.br

terça-feira, 22 de junho de 2010

Ponto De Mutação - 23/06

Cineclube Lanterninha Aurélio
Projeto Cultural CESMA - Santa Maria/RS - Desde 1978
Filiado ao CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros

Enceramento do Ciclo: Eu consumo, tu consomes... o mundo

23/06/2010
Ponto de Mutação
EUA, 1990, 110 min
Direção: Bernt Capra


Um político estadunidense vai à França visitar um velho amigo poeta.
Lá, conhecem uma cientista desiludida com os rumos tomados pela
ciência. Após descobrir que suas pesquisas com microlasers estavam
sendo utilizadas no projeto americano Guerra nas Estrelas, ela decidiu
isolar-se em um vilarejo francês para repensar a vida. E nesse
encontro , juntos, tecem uma profunda discussão sobre ecologia,
guerra, política e filosofias alternativas para o século XXI

Baseado no livro beste-seller The Turning Point (Ponto de Mutação) do
físico austríaco Fritjof Capra




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Próxima Exibição

30/06/2010
Lançamento do documentário "Dias no tempo"
Direção: Carolina Berger

Digital, 2010, 37', cor e preto e branco, Brasil e Argentina

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Cineclube Lanterninha Aurélio / CESMA Vídeo

Debates e sessões - quartas-feiras - 19 horas - Entrada Franca
Auditório João Miguel de Souza
Rua: Professor Braga, 55 - 3º andar - Centro - Santa Maria / RS

55 3221 9165
55 322 8544


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terça-feira, 15 de junho de 2010

José Lutzemberger e O Mundo segundo a Monsanto - Cineclube Lanterninha Aurélio

Cineclube Lanterninha Aurélio
Projeto Cultural CESMA - Santa Maria/RS - Desde 1978
Filiado ao CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros

Ciclo: Eu consumo, tu consomes... o mundo.
Em pareceria com o Projeto Sala Verde do Ministério do Meio Ambiente e da SV - Comitê Ambiental da CEU II – Universidade Federal de Santa Maria.


16/06/2010
Série: Memórias do Meio Ambiente
Episódio: José Lutzemberger - um pioneiro em Gaia
Brasil, 2002, 32 min
Direção: Anna Terra e Ricardo Carvalho Brasil


Ecologia e Comunicação em parceria com TV Cultura de São Paulo.
Escolhida como Melhor Série Televisiva pelo resgate da vida e da obra de personagens fundamentais à compreensão do movimento ambientalista brasileiro, num trabalho que também foi especialmente formatado para uso em salas de aula, com material didático apropriado.

Lutzenberger foi um pioneiro. No início dos anos 70 já falava do planeta como um ser vivo e apresentava aos brasileiros a Teoria de Gaia.
Alertava para os perigos de maltratar este ser vivo do qual fazemos parte e com rara coragem se expunha e brigava contra os poderosos usando suas armas preferidas: o profundo conhecimento científico, a precisão da palavra e a emoção de quem defende a vida. Sua luta mais recente tinha como alvo os transgênicos.

Não teve tempo de divulgar seus escritos contundentes contra esta prática que coloca em risco a produção de alimentos no planeta e pode acabar de vez com o pequeno agricultor. Mas deixou herdeiros de seus conhecimentos e, acima de tudo, de sua coerência. Os brasileiros conscientes e as gerações futuras agradecem e reverenciam José Lutzenberger, um pioneiro em Gaia.





O Mundo segundo a Monsanto (Le monde selon Monsanto)
Direção: Marie-Monique Robin
Paris , 2008, 109 min


O documentário "O Mundo segundo a Monsanto" traça a história da principal fabricante de organismos geneticamente modificados (OGM), cujos grãos de soja, milho e algodão se proliferam pelo mundo, apesar dos alertas de ambientalistas.
A diretora, a francesa Marie-Monique Robin, baseou seu filme - e um livro de mesmo título - na empresa com sede em Saint-Louis (Missouri, EUA), que, em mais de um século de existência, foi fabricante do PCB (piraleno), o agente laranja usado como herbicida na guerra do Vietnã, e de hormônios de aumento da produção de leite proibidos na Europa.

O documentário destaca os perigos do crescimento exponencial das plantações de transgênicos, que, em 2007, cobriam 100 milhões de hectares, com propriedades genéticas patenteadas em 90% pela Monsanto.

A pesquisa durou três anos e a levou aos Estados Unidos e a países como Brasil, Índia, Paraguai e México, comparando as virtudes proclamadas dos OGM com a realidade de camponeses mergulhados pelas dívidas com a multinacional, de moradores das imediações das plantações pessoas que sofrem com problemas de saúde ou de variedades originais de grãos ameaçadas pelas espécies transgênicas.

Marie-Monique Robin é uma famosa jornalista independente, que, em 2004, gravou um documentário sobre a Operação Condor chamado "Esquadrões da Morte: A Escola Francesa"- para o qual entrevistou vários dos maiores repressores das ditaduras militares dos anos 70.




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Próximas Exibições

23/06/2010
Ponto de Mutação
EUA, 1990, 110 min
Direção: Bernt Capra



30/06/2010
Lançamento do documentário "Dias no tempo"
Direção: Carolina Berger
Digital, 2010, 37', cor e preto e branco, Brasil e Argentina



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Cineclube Lanterninha Aurélio

Debates e sessões - quartas-feiras - 19 horas - Entrada Franca
Auditório João Miguel de Souza
Rua: Professor Braga, 55 - 3º andar - Centro - Santa Maria / RS

55 3221 9165
55 322 8544


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Apagão Ambiental: seria cômico, não fosse trágico

Deputado Aldo Rebelo superou seu próprio discurso anti-ambiental. Quem achava que se tratava apenas de jogo de cena quebrou a cara. Em sessão concorrida da Comissão Especial do Código Florestal desta terça-feira, 08 de junho, apenas três dias após o Dia Internacional do Meio Ambiente, o deputado apresentou e leu parte do seu canhestro relatório. Em leitura enfadonha e desqualificando de forma autoritária as organizações e inclusive os técnicos da sociedade civil contrários ao seu posicionamento o Deputado Aldo ofereceu seu tão esperado relatório para praticamente revogar o Código Florestal brasileiro.

Citando de Malthus, a Luiz Gonzaga, o Deputado Aldo demonstrou grande sensibilidade para as teses mais arcaicas do ruralismo do século passado. Comprovou também que não tem nenhuma responsabilidade para com o patrimônio público (ambiental), o Estado de Direito e a Função Social da Terra, teses consagradas na nossa Constituição Federal e caras aos comunistas (neste caso- ex-comunista). Conseguiu (pasmem!) apresentar um relatório muito mais condescendente com os infratores ambientais do que o apresentado pelo Deputado Moacir Micheletto, há mais de 10 anos atrás, e que lhe rendeu o apelido de deputado Moto-serra cunhado por organizações não Governamentais participantes da Campanha SOS Florestas.

Sem maiores delongas, os aspectos mais graves da proposta de Código Florestal TOTAL-Flex de Aldo Rebelo são:

1) Anistia geral e irrestrita a todo desmatamento ilegal ocorrido até julho de 2008 cancelando multas, suspendendo embargos e permitindo que ocupações ilegais recentes em Área de Preservação Permanente e Reserva Legal sejam beneficiadas com a manutenção das atividades até que o governo elabora plano de recuperação ambiental.

2) Inverte de forma inconstitucional a responsabilidade pela elaboração de planos de recuperação de áreas objeto de dano ambiental decorrente de crime ou infração atribuindo obrigações ao poder público para elaborar os Planos de Recuperação Ambiental.

3) Permite que os Estados possam reduzir em até 50% as dimensões das áreas de preservação permanente.

4) Revoga a exigência de Reserva legal para as propriedades com até quatro módulos rurais (ex.: 600 hectares na Amazônia), permitindo com isso mais desmatamentos em todos os biomas em todo País.

5) Concede mais 35 anos para a recomposição de RL (pelo Estado) quando esta for exigível. Os trinta anos começaram a contar em 2000, com a MP 2166, mas a proposta é de renovar esse prazo.

6) Abre a possibilidade, sem qualquer critério técnico previamente estabelecido, aos estados e até mesmo municípios de declararem empreendimentos como de utilidade pública para fins de desmatamento em qualquer categoria de área de preservação permanente.

7) Suspende todos os termos de compromissos e de ajustamento de conduta para cumprimento do código florestal já assinados entre produtores rurais e órgãos ambientais em todos os biomas do País.

Além do que foi acima descrito o Deputado Aldo ainda propõe em seu relatório:

A) Em rio com até 5 metros de largura (rios mais vulneráveis a poluição e erosão) a APP passa a ter limite máximo de 5 metros de APP (hoje essa margem é de 30 metros de largura). Com isso abre a possibilidade para novos desmatamentos.

B) A definição de APP em áreas de várzea passa a ser definida pelos estados pois deixa de ter um parâmetro geral federal.

C) No caso de ocupação de área com vegetação nativa entre 25-45° de declividade, que hoje é limitada, a competência para autorizar uso é retirada do órgão ambiental e é atribuída a um órgão de pesquisa agropecuária (não define qual).

D) Formações campestres amazônicas (campinarana, lavrados) passam a ter Reserva legal de 20% (até então aplicava-se a elas o percentual de 35% como cerrado).

E) Permite o cômputo total da APP na reserva legal, mesmo que estejam desmatadas (em processo de regeneração).

F) ZEE pode regularizar desmatamentos ilegais ocorridos até julho de 2008.

G) Permite recomposição de RL com espécies exóticas a critério do órgão estadual (deixa de exigir parâmetro do CONAMA).

H) Desonera empreendimento de interesse público em área rural no entorno de lagoa de ter Reserva Legal, sem definir o que sejam empreendimentos de interesse público (por exemplo condomínios privados podem ser declarados por prefeituras como de interesse público).

I) Permite a compensação financeira para regularização de reserva legal (a lógica do desmate, ocupe, lucre e pague).

J) A averbação de reserva legal deixa de ser obrigatória até que o poder público elabore o PRA.

k) Propõe a recomposição voluntária de Reserva Legal até que o Poder Público apresente o PRA.

L) Permite a consolidação de ocupação em áreas urbanas de risco (margem de rios, topos de morros e áreas com declividade).

Em seu discurso rococônico com citações desconexas que viajam forçadamente de Epicuro a Guimarães Rosa, o Deputado Aldo deixou claro e sem constrangimento que não entende nada e não tem nenhuma responsabilidade com o equilíbrio ambiental no Brasil. Defende o princípio da arrogância humana, que se coloca acima de tudo e de todas as demais espécies e que com sua razão tudo pode. Para ele o Brasil é sobretudo o celeiro do mundo e todos os que não se rendem a essa visão míope e parcial das realidade do país são por ele taxados de inimigos da nação. Infelizmente esse é o cenário que teremos que enfrentar no Congresso Nacional nos próximos dias.

Por isso amigos acompanhem, mandem mensagens e liguem para os seus deputados, e participem das Campanhas SOS Florestas: www.sosflorestas.org.br/ e Exterminadores do Futuro www.sosmatatlantica.org.br

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Artigo escrito em 08 de junho de 2010 por André Lima, advogado, formado pela Universidade de São Paulo (1994), mestre em Gestão e Política Ambiental pela UnB, Coordenador de Políticas Públicas do IPAM e Diretor de Assuntos Parlamentares do Instituto O Direito por um Planeta Verde. Foi Coordenador Jurídico da SOS Mata Atlântica entre 1994 e 1997, Coordenador de Política e Direito Socioambiental do ISA entre 1997 e 2007 e Diretor de Políticas de Controle dos Desmatamentos no Ministério de Meio Ambiente entre 2007 e 2008.

domingo, 6 de junho de 2010

Ciclo: Eu consumo, tu consomes... o mundo

Cineclube Lanterninha Aurélio
Projeto Cultural CESMA - Santa Maria/RS - Desde 1978
Filiado ao CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros

No mês de aniversário do Cineclube Lanterninha Aurélio e da CESMA.
Apresentamos o “Ciclo: Eu consumo, tu consomes... o mundo” a partir de várias facetas sobre a questão do consumo e exploração de recursos. Em pareceria com o Projeto Sala Verde do Ministério do Meio Ambiente e da SV - Comitê Ambiental da CEU II – Universidade Federal de Santa Maria.


Dentro da programação especial de aniversário da cooperativa, no dia 30 de junho ocorrerá o lançamento do documentário “Dias no tempo” de Carolina Berger.


Ciclo: Eu consumo, tu consomes... o mundo.

02/06/2010
Paragem do tempo
Direção e Roteiro : Carolina Berger
Brasil, 2009, 52 min


O tempo naquelas paragens não é só o que ficou de uma história de ciclos de exploração do subsolo e de lembranças de prosperidade. É como a mudança insiste em agir e como a espera transforma sem anunciar. Como em tantos outros “cantos de mundo”, naquele lugar, a volta dos “velhos tempos” ainda é aguardada.
O filme foi apresentado pela TVE-RS e TV Cultura em junho de 2009 na série DOCTV e teve uma única sessão de pré-estréia nas Minas do Camaquã, local onde o documentário foi realizado.

A localidade de Minas do Camaquã chegou a ser considerada a uma das principais fontes que levariam à emancipação do cobre nacional. Hoje, o conflito sócio-ambiental causado por esse modelo é latente: quem vive “na mina” é constantemente alimentado pela expectativa coletiva de um novo ciclo de mineração e consequente volta da estabilidade econômica.

A não-ficção “Paragem do tempo” mostra a pequena vila nos dias de hoje e como a sua população sofre as conseqüências desta ideologia: uma degradação ambiental irreversível e uma massa de operários sem emprego e sem moradia depois da paralisação da extração mineral, em 1996. E é por esta relação entre prosperidade no passado e estagnação no presente que surge o sentido universal do documentário: da dinâmica em ciclos da atividade mineradora, se forma uma percepção da natureza cíclica do tempo.

O “Paragem do tempo” faz parte da série DOCTV IV, concurso de produção de documentários financiado pelo Ministério da Cultura, pela Associação Brasileira das Emissoras Públicas Educativas e Culturais e pela Fundação Cultural Piratini – TVE-RS e foi o segunda produção da série exibida em rede nacional, em televisões públicas.



09/06/2010
A história das coisas (The Story of Stuff')
Direção: Louis Fox
EUA, 2007, 21 min


Discorre sobre os processos produtivos de praticamente todas as coisas do mundo.
O vídeo mostra de forma bastante didática, como nos transformamos em consumistas e somos bombardeados pela comunicação e propaganda de moda, tendências, eletrônicos, entretenimento. Vemos que nos Estados Unidos praticamente tudo o que se produz torna-se lixo em no máximo seis meses.


Surplus - Terrorized Into Being Consumers
Direção: Erik Gandini
Suécia , 2003, 51 min


O documentário Surplus mostra os excessos da atual produção em massa e o consumo desenfreado que afligem a maioria dos paises e culturas mundiais e os problemas que vem sendo causados ao meio ambiente e para todos que estão nele. John Zerzan é considerado o Guru da anti-globalização e o produtor Eric Gandini se baseia nos pensamentos de Zerzan para mostrar a destruição das reservas naturais e do meio ambiente que vem sendo causada pela vida consumista que vivemos.




16/06/2010
Série: Memórias do Meio Ambiente
Episódio: José Lutzemberger - um pioneiro em Gaia
Brasil, 2002, 32 min
Direção: Anna Terra e Ricardo Carvalho Brasil


Ecologia e Comunicação em parceria com TV Cultura de São Paulo.
Escolhida como Melhor Série Televisiva pelo resgate da vida e da obra de personagens fundamentais à compreensão do movimento ambientalista brasileiro, num trabalho que também foi especialmente formatado para uso em salas de aula, com material didático apropriado.

Lutzenberger foi um pioneiro. No início dos anos 70 já falava do planeta como um ser vivo e apresentava aos brasileiros a Teoria de Gaia.
Alertava para os perigos de maltratar este ser vivo do qual fazemos parte e com rara coragem se expunha e brigava contra os poderosos usando suas armas preferidas: o profundo conhecimento científico, a precisão da palavra e a emoção de quem defende a vida. Sua luta mais recente tinha como alvo os transgênicos.

Não teve tempo de divulgar seus escritos contundentes contra esta prática que coloca em risco a produção de alimentos no planeta e pode acabar de vez com o pequeno agricultor. Mas deixou herdeiros de seus conhecimentos e, acima de tudo, de sua coerência. Os brasileiros conscientes e as gerações futuras agradecem e reverenciam José Lutzenberger, um pioneiro em Gaia.


O mundo segundo a Monsanto (Le monde selon Monsanto)
Direção: Marie-Monique Robin
Paris , 2008, 109 min

O documentário "O Mundo segundo a Monsanto" traça a história da principal fabricante de organismos geneticamente modificados (OGM), cujos grãos de soja, milho e algodão se proliferam pelo mundo, apesar dos alertas de ambientalistas.
A diretora, a francesa Marie-Monique Robin, baseou seu filme - e um livro de mesmo título - na empresa com sede em Saint-Louis (Missouri, EUA), que, em mais de um século de existência, foi fabricante do PCB (piraleno), o agente laranja usado como herbicida na guerra do Vietnã, e de hormônios de aumento da produção de leite proibidos na Europa.

O documentário destaca os perigos do crescimento exponencial das plantações de transgênicos, que, em 2007, cobriam 100 milhões de hectares, com propriedades genéticas patenteadas em 90% pela Monsanto.

A pesquisa durou três anos e a levou aos Estados Unidos e a países como Brasil, Índia, Paraguai e México, comparando as virtudes proclamadas dos OGM com a realidade de camponeses mergulhados pelas dívidas com a multinacional, de moradores das imediações das plantações pessoas que sofrem com problemas de saúde ou de variedades originais de grãos ameaçadas pelas espécies transgênicas.

Marie-Monique Robin é uma famosa jornalista independente, que, em 2004, gravou um documentário sobre a Operação Condor chamado "Esquadrões da Morte: A Escola Francesa"- para o qual entrevistou vários dos maiores repressores das ditaduras militares dos anos 70.




23/06/2010
Ponto de Mutação
EUA, 1990, 110 min
Direção: Bernt Capra


Um político estadunidense vai à França visitar um velho amigo poeta. Lá, conhecem uma cientista desiludida com os rumos tomados pela ciência. Após descobrir que suas pesquisas com microlasers estavam sendo utilizadas no projeto americano Guerra nas Estrelas, ela decidiu isolar-se em um vilarejo francês para repensar a vida. E nesse encontro , juntos, tecem uma profunda discussão sobre ecologia, guerra, política e filosofias alternativas para o século XXI

Baseado no livro beste-seller The Turning Point (Ponto de Mutação) do físico austríaco Fritjof Capra. Ele é um típico teórico do ambientalismo do Terceiro Milênio. Tem um aprofundado saber técnico (é PhD em física quântica, com pesquisas em Teoria de Sistemas Complexos) e dá uma compreensão holística a esses conhecimentos, interpretando-os à luz da ecologia.



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30/06/2010
Lançamento do documentário “Dias no tempo”
Direção: Carolina Berger
Digital, 2010, 37’, cor e preto e branco, Brasil e Argentina



Sinopse

“É no mínimo curioso o fato de eu estar vivendo aqui, de estar nesta esquina, vendo outro prédio no lugar do imponente hotel onde ele costumava ficar.”
Foi na esquina celebrada pelo tango “Corrientes y Esmeralda” que Carolina passou a se questionar sobre o fato de estar vivendo em Buenos Aires. Naquela esquina ficava o hotel onde seu bisavô parava, em suas longas estadas na capital argentina, há 60, 70 anos. Distante de casa, distante da Buenos Aires conhecida por outras gerações de sua família, Carolina passa a buscar, na cidade de sua experiência, resquícios de outros tempos. O que encontra é uma metrópole latino-americana onde a solidão é a implacável resposta para quem espera sentir-se em um lugar familiar.

Dias no tempo parte de uma história privada para construir uma autoficção que, em tom de ensaístico, promove uma série de conexões entre Brasil e Argentina, entre o campo e a cidade, entre a memória e a imaginação. Um experimento que coloca em cena a diluição dos conceitos de identidade e realidade.

A produção

Dias no tempo foi produzido em diferentes etapas. O projeto do documentário começou a ser elaborado em 2005, na cadeira de Roteiro II – ministrada pelo professor Jorge La Ferla - do Mestrado em Documentário Cinematográfico, na Universidad del Cine – Buenos Aires, Argentina.

Entre os anos 2005 e 2006 foram feitas as primeiras gravações, na cidade de Buenos Aires, com apoio da Universidad del Cine, que forneceu equipamento e material sensível. Em 2009, já com parte da montagem concluída, foram captadas mais imagens em Buenos Aires e na localidade conhecida como Seival, na região central do Estado do Rio Grande do Sul.

Todas as imagens foram gravadas em câmeras pessoais de diferentes tecnologias. As câmeras portáteis e não profissionais foram utilizadas pela necessidade estética de registro de cenas cotidianas na cidade de Buenos Aires. Algumas imagens são material de arquivo pessoal da diretora, gravadas nos anos 80, em VHS-C.

Para simular arquivos pessoais de diferentes épocas, usou-se tecnologias próprias: o Super-8 preto e branco simula as viagens de Patrício, nas décadas de 40 e 50. O Super-8 colorido, as viagens de Maria Luiza, e os suportes eletrônicos (VHS-C) e digitais (DV CAM, Mini DV, e vídeos registrados com câmeras fotográficas) foram usados para os registros cotidianos de Carolina, no período contemporâneo.




Ficha técnica

Roteiro
Carolina Berger

Direção e Produção
Carolina Berger

Direção de fotografia e câmera
Carolina Berger
Jorge Flores Velasco
Gomar Fernández (Super-8)

Trilha Sonora Original
Pirisca Grecco

Edição
Carolina Berger

Desenho de som e Mixagem
Cristiano Scherer

Coordenação de Pós-produção
Álvaro de Carvalho Neto

Pós-produção de imagem
Álvaro de Carvalho Neto

Assistentes de produção
Airton Guilherme Berger, Raquel Schefer, Rosa Domingo Bernaus e Paola Interlandi

Material de arquivo adicional (DV CAM)
Carolina Berger e Raquel Schefer

Produção gráfica
Roberto Borges

Versão e Legendas
Videoeye

Revisão de textos
Silvana Dalmaso

Laboratório revelação e Telecine de Super-8
RB Movie House

Estúdio Digitalização de áudio
Tech Áudio

Buenos Aires – 2006 e 2009
Caçapava do Sul – Seival – 2009
Finalização – Santa Maria - 2010

Financiamento
Prefeitura Municipal de Santa Maria – Lei Municipal de Incentivo à cultura
Fundación Universidad del Cine

Apoio Cultural
Yázigi Internexus
Viação Centro Oeste
Transportes Salgado Filho
Riachuelo Pré-Vestibular

--

Cineclube Lanterninha Aurélio / CESMA Vídeo

Debates e sessões - quartas-feiras - 19 horas - Entrada Franca
Auditório João Miguel de Souza
Rua: Professor Braga, 55 - 3º andar - Centro - Santa Maria / RS

55 3221 9165
55 322 8544

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www.mma.gov.br/sitio

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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Um ensaio sobre a passagem do tempo

Um ensaio sobre a passagem do tempo

Em ‘Paragem do Tempo’, diretora santa-mariense revisita Minas do Camaquã

Por Francisco Dalcol


Entre a rapidez e a lentidão, a noção da passagem do tempo pode ser percebida de diferentes maneiras. Ao produzir um documentário sobre as Minas do Camaquã, a diretora santa-mariense Carolina Berger resolveu trabalhar essa questão. O resultado é Paragem do Tempo, que será exibido hoje na TVE-RS e na TV Cultura. Financiado pelo DocTV, do governo federal, o trabalho faz um retrato do distrito de Caçapava do Sul cuja história é contada pelos ciclos de extração mineral que ocorreram em diferentes épocas no século 20.

Assim, o cenário é o de um lugar condenando ao isolamento. Carolina não caiu no perigo de simplificar seu trabalho a uma extensa reportagem de mais de 50 minutos, recheada de depoimentos e entrevistas. Formada em Jornalismo pela UFSM, com Mestrado em Documentário Cinematográfico pela Universidad del Cine, em Buenos Aires, ela fez o que se esperava: um documentário com uma linguagem autoral e artística, em que a história, ao invés de ser contada de forma mastigada como se faz no jornalismo, é apresentada de forma sugestiva. Assim, lacunas são deixadas para levar o espectador a um exercício de imaginação.

Com seus três personagens reais e seus cotidianos, Paragem do Tempo deixa claro que estamos em um lugar decadente e abandonado que lida com a memória de um passado próspero e glorioso. Afinal, muitas de suas visões de mundo hoje são alimentadas pela comparação de como as coisas eram e de como elas ficaram. Quando as máquinas funcionavam e os operários trabalhavam na extração de cobre, a cidade vivia na velocidade de uma grande fábrica. Com o fim do ciclo mineral, nos anos 90, restou uma calmaria que imprimiu outra noção de tempo ao lugar.

No documentário, essa sensação é despertada pelos sons _ e também pelos silêncios _ e pelos planos e enquadramentos muitas vezes contemplativos. Como efeito, o filme revela a beleza natural da geografia de Minas do Camaquã.

Muito do que foi construído para a extração mineral e para dar estrutura aos trabalhadores ainda está lá:
as máquinas, o antigo cinema, as casas dos operários, as placas de ruas com nomes de engenheiros e a casa do playboy Baby Pignatari, que foi dono das minas em um dos ciclos de mineração. Como tudo pertence ao passado, salta a sensação de abandono.

Isso fica evidente quando um dos personagens visita uma antiga mina de extração mineral lembrando como o trabalho era pesado, e a vida, orientada pelas jornadas. Mas Paragem do Tempo também trabalha com a esperança e a expectativa. Ao final, um de seus personagens sugere que ainda há muito minério a ser extraído, basta alguém investir no negócio. E, se isso acontecer, poderá melhorar a vida de muita gente, especialmente dos descendentes de operários que ali vivem, perpetuando o sonho que uma geração viu ser soterrado pela estagnação econômica.

Este é o segundo documentário da diretora após o premiado Herança, que retratou o processo de arenização no pampa gaúcho. O trabalho ganhou recursos do prêmio NUFF Global _ Climate Changes, um concurso da Noruega que financia projetos com foco nas mudanças climáticas. Herança foi o melhor documentário na competição nacional do Santa Maria Vídeo e Cinema em 2007. No Gramado Cine Vídeo, levou melhor documentário independente brasileiro. E ainda foi exibido em festivais na Europa.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Primeira exibição do Documentário “Paragem do tempo” em Santa Maria

Cineclube Lanterninha Aurélio
Projeto Cultural CESMA - Santa Maria/RS - Desde 1978
Filiado ao CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros

Pela primeira vez o documentário “Paragem do tempo” será apresentado em Santa Maria em uma sala de exibição. Será nesta quarta-feira às 19 horas, no Cineclube Lanterninha Aurélio. Estarão presentes na sessão para realização de debate após a exibição do documentário, a diretora e roteirista Carolina Berger e o produtor Álvaro de Carvalho Neto.

O filme foi apresentado pela TVE-RS e TV Cultura em junho de 2009 na série DOCTV e teve uma única sessão de pré-estréia nas Minas do Camaquã, local onde o documentário foi realizado.

A localidade de Minas do Camaquã chegou a ser considerada a uma das principais fontes que levariam à emancipação do cobre nacional. Hoje, o conflito sócio-ambiental causado por esse modelo é latente: quem vive “na mina” é constantemente alimentado pela expectativa coletiva de um novo ciclo de mineração e consequente volta da estabilidade econômica.

A não-ficção “Paragem do tempo” mostra a pequena vila nos dias de hoje e como a sua população sofre as conseqüências desta ideologia: uma degradação ambiental irreversível e uma massa de operários sem emprego e sem moradia depois da paralisação da extração mineral, em 1996. E é por esta relação entre prosperidade no passado e estagnação no presente que surge o sentido universal do documentário: da dinâmica em ciclos da atividade mineradora, se forma uma percepção da natureza cíclica do tempo.

O “Paragem do tempo” faz parte da série DOCTV IV, concurso de produção de documentários financiado pelo Ministério da Cultura, pela Associação Brasileira das Emissoras Públicas Educativas e Culturais e pela Fundação Cultural Piratini – TVE-RS e foi o segunda produção da série exibida em rede nacional, em televisões públicas.


Serviço

O que: Documentário Paragem do tempo

Direção e Roteiro : Carolina Berger (52 minutos, 2009)

Quando: 02 de junho de 2010 – 19 horas

Onde: Cesma / Cineclube Lanterninha Aurélio

Rua Professor Braga, 55 - 3º andar - Centro - Santa Maria / RS - Auditório João Miguel de Souza

Entrada Franca



--

Informações sobre “Paragem do tempo”

http://milimmetros.com/paragemdotempo

Produtor: Álvaro de Carvalho Neto – alvaro@milimmetros.com / 9999-5790

Diretora e roteirista: Carolina Berger – carolinadiasberger@hotmail.com / 9651-8378

Paragem do tempo (Betacam digital, cor, 52 minutos, 2009)



Sinopse

O tempo naquelas paragens não é só o que ficou de uma história de ciclos de exploração do subsolo e de lembranças de prosperidade. É como a mudança insiste em agir e como a espera transforma sem anunciar. Como em tantos outros “cantos de mundo”, naquele lugar, a volta dos “velhos tempos” ainda é aguardada.



Ficha técnica:

EMPRESA PRODUTORA: MILÍMMETROS AV

DIREÇÃO E ROTEIRO: CAROLINA BERGER

DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: SYLVESTRE CAMPE

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: ALVARO DE CARVALHO NETO

ASSISTENTE DE DIREÇÃO: FABIANO FOGGIATO

MONTAGEM: DIRCEU LUSTOSA E CAROLINA BERGER

DESENHO DE SOM: CRISTIANO SCHERER

PRODUÇÃO EXECUTIVA: ALVARO DE CARVALHO NETO


CO-PRODUÇÃO:

ABEPEC- Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais

TVE-RS – Fundação Cultural Piratini

MILÍMMETROS AV

Carolina Dias de Almeida Berger





terça-feira, 25 de maio de 2010

Ciclo Olhares sobre a luz

Cineclube Lanterninha Aurélio Projeto Cultural CESMA - Santa Maria/RS - Desde 1978
CESMA Vídeo Filiado ao CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros

E para fechar o Ciclo Olhares sobre a Luz vamos ao documentário:

Flash de Uma Guerra (2005, EUA, 70 min)


O documentário mostra com detalhes do dia-a-dia de fotojornalistas da Agência Reuters em uma cobertura de guerra na Faixa de Gaza. Dentre os desafios enfrentados pela equipe está a possibilidade de ter perdido um fotógrafo em uma explosão. No comando da equipe o fotojornalista alemão REINHARD KRAUSE, que em meio a muitas dificuldades e tabus tem de se colocar a frente dos fotógrafos, ponderando as possibilidades do que se deve ou não mostrar para o mundo. Uma história que mostra desde a rotina de um jornal impresso diário, até o extremo da realidade cruel de uma guerra.

Debate: Lauro Alves


Cineclube Lanterninha Aurélio Debates e sessões - quartas-feiras - 19 horas - Entrada Franca Auditório João Miguel de Souza Rua: Professor Braga, 55 - 3º andar - Centro - Santa Maria / RS 55 3221 9165 55 322 8544 cineclubelanterninhaaurelio@gmail.com
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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Ciclo: Olhares sobre a Luz

Cineclube Lanterninha Aurélio
Projeto Cultural CESMA - Santa Maria/RS - Desde 1978
CESMA Vídeo Filiado ao CNC -
Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros

Na segunda noite do Ciclo sobre fotografia vamos ter:

A1 Fuego (2005, Argentina, 15 mim)
Direção: Guillermo Rovira

Curta-metragem de gênero experimental, A1 Fuego é a ação de introduzir uma câmera no hospital Psiquiátrico San Francisco de Assis. Um olhar subjetivo inspirado na música e na beleza de seus protagonistas.

Janela Indiscreta, (1954, EUA, 107 min)
Direção: Alfred Hitchcock




Jeff (James Stewart) é um repórter fotográfico que sempre esteve envolvido com situações perigosas em suas fotos, mas depois de quebrar a perna fica incapacitado de exercer sua profissão temporariamente. Diante do fato de ter que ficar trancado em casa, Jeff precisa urgentemente de algo para ocupar o seu tempo livre. Passa, então, a espiar através da janela de seu apartamento a vida dos vizinhos, quando vê alguns acontecimentos que o fazem suspeitar que um assassinato foi cometido. Com a ajuda de sua noiva Lisa (Grace Kelly), Jeff vai, a todo custo, tentar provar que está certo em um divertido e voyerístico filme do 'Mestre do Suspense'.

Debate: Luiz Carlos Grassi, Guillermo Rovira


Cineclube Lanterninha Aurélio Debates e sessões - quartas-feiras - 19 horas - Entrada Franca Auditório João Miguel de Souza Rua: Professor Braga, 55 - 3º andar - Centro - Santa Maria / RS 55 3221 9165 55 322 8544 cineclubelanterninhaaurelio@gmail.com
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terça-feira, 18 de maio de 2010

Luta Antimanicomial



O dia dezoito de maio é a data que registra o início da Luta Antimanicomial no Brasil.
O movimento surge com o objetivo de transformar as formas de tratamento que as pessoas com transtornos psiquiatrícos recebiam.
Estas mudanças buscam promover a humanização da atenção em Saúde Mental por meio da inclusão social, do resgaste da cidadania e da re-socialização.
Estes avanços já se fazem presentes no cotidiano e estão respaldados pela pela Lei 10.216/01 que instutuí a Reforma Psiquiátrica no país e portarias 251/02 e 336/02 do Ministério da Saúde que regulam as internações psiquiatrícas e a construção de uma rede de serviços substitutivos para a Saúde Mental.

Nessa terça-feira, dia 18, iremos realizar uma exibição de dois documentários para marcar a data.
Será às 18h na sala 13 da Casa de Cultura - Praça Saldanha Marinho - Santa Maria


"Agnus Dei"

Direção : Edson Brandão
18 minutos - Barbacena , MG.
.....

"Um Outro Olhar"

Para quem só conhece a história da Reforma Psiquiátrica através dos livros, tem uma boa oportunidade de vê-la em vídeo e cores, através do filme "Um Outro Olhar" do Ministério da Saúde. O filme retrata os serviços de saúde mental realizado nos diferentes tipos de CAPS chamando a atenção da sociedade para a necessidade de se humanizar o tratamento psiquiátrico.


--

Apoio

Prefeitura Municipal de Saúde
Secretária de Município da Saúde
Comissão de Saúde Mental

Cineclubismo Itinerante
Cesma / Cinelclube Lanterninha Aurélio
TV Ovo
Santa Maria Vídeo e Cinema / Cineclube SMVC

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ciclo: Olhares sobre a Luz

Cineclube Lanterninha Aurélio
Projeto Cultural CESMA - Santa Maria/RS - Desde 1978
Filiado ao CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros


“Pequena queimadura de luz sobre uma superfície sensível (como uma alma) – simultaneamente nitratos de prata, pele e película”, nessas palavras de Etienne Samain a descrição do que é fotografia: as memórias e as confidências. Queremos falar sobre este ato – o ato-fotográfico - nas mais diversas abordagens: no álbum de família, no jornalismo, no cinema, na profissão de fotógrafo, diretor de fotografia, etc.

E é com base na diversidade do olhar sobre o mundo que o Cineclube Lanterninha Aurélio apresenta no mês de maio uma seleção de filmes que trata de uma forma sensível e prática o tema fotografia. A programação conta, também, com uma exposição fotográfica de vários fotógrafos de Santa Maria, a fim de mostrar os múltiplos olhares sobre a realidade. A exposição acontece no Hall do Auditório da Cesma, no 3º andar, durante as três semanas do Ciclo: Olhares sobre a Luz.

12/05/2010

Blow Up – Depois daquele beijo (1966, França, 111 min)
Direção: Michelangelo Antonioni



Thomas (David Hemmings) é um fotógrafo de moda em Londres. Um dia ao passar por um parque fotografa um casal à distância. Ao ampliar as imagens o fotógrafo percebe um cadáver ao fundo, podendo revelar um assassinato em progresso. O poder deste registro lhe envolve numa trama paranóica.
O Filme Blow up é ganhador dos prêmios de Melhor Filme e Diretor em 1966 pela National Society of Film Critics, com direção do Michelangelo Antonioni é um influente estudo sobre a paranóia e a desorientação. É também uma passagem do tempo para Londres, mostrando a moda, o amor livre, as festas intermináveis, a música da época.


Debate: Francieli Rebelatto e Ronai Rocha

19/05/2010


A1 Fuego (2005, Argentina, 15 mim)
Direção: Guillermo Rovira





Curta-metragem de gênero experimental, A1 Fuego é a ação de introduzir uma câmera no hospital Psiquiátrico San Francisco de Assis, na Argentina. Um olhar subjetivo inspirado na música e na beleza de seus protagonistas.

Janela Indiscreta, (1954, EUA, 107 min)
Direção: Alfred Hitchcock




Jeff (James Stewart) é um repórter fotográfico que sempre esteve envolvido com situações perigosas em suas fotos, mas depois de quebrar a perna fica incapacitado de exercer sua profissão temporariamente. Diante do fato de ter que ficar trancado em casa, Jeff precisa urgentemente de algo para ocupar o seu tempo livre. Passa, então, a espiar através da janela de seu apartamento a vida dos vizinhos, quando vê alguns acontecimentos que o fazem suspeitar que um assassinato foi cometido. Com a ajuda de sua noiva Lisa (Grace Kelly), Jeff vai, a todo custo, tentar provar que está certo em um divertido e voyerístico filme do 'Mestre do Suspense'.


Debate: Luiz Carlos Grassi, Guillermo Rovira

26/05/2010


Shooting under Fire - Flash de Uma Guerra (2005, EUA, 70 min)

Direção: Sacha Mirzoeff



O documentário mostra com detalhes do dia-a-dia de fotojornalistas da Agência Reuters em uma cobertura de guerra na Faixa de Gaza. Dentre os desafios enfrentados pela equipe está a possibilidade de ter perdido um fotógrafo em uma explosão. No comando da equipe o fotojornalista alemão REINHARD KRAUSE, que em meio a muitas dificuldades e tabus tem de se colocar a frente dos fotógrafos, ponderando as possibilidades do que se deve ou não mostrar para o mundo. Uma história que mostra desde a rotina de um jornal impresso diário, até o extremo da realidade cruel de uma guerra.


Debate: Lauro Alves

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Cineclube Lanterninha Aurélio / CESMA Vídeo

Debates e sessões - quartas-feiras - 19 horas - Entrada Franca
Auditório João Miguel de Souza
Rua: Professor Braga, 55 - 3º andar - Centro - Santa Maria / RS

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55 322 8544

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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Saúde é o principal tema para o lançamento de dois documentários em Santa Maria , RS, na próxima sexta-feira

O tema saúde será o principal foco dos lançamentos de dois documentários pela CESMA / Cineclube Lanterninha Aurélio e Festival Santa Maria Vídeo e Cinema / Cineclube SMVC, em Santa Maria. As exibições, seguidas de debate, acontecem da próxima sexta-feira, 07 de maio, às 19h, COM ENTRADA FRANCA, na CESMA – Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria Ltda.

Os documentários são “ Dr. Palhaço As incríveis aventuras dos Médicos do Sorriso e suas maravilhas curativas na "Mérica’ ”, com direção de Nivaldo Pereira e André Constantin e “Câncer – Sem Medo da Palavra”, com direção de Luiz Alberto Cassol.

O documentário sobre os Médicos da Alegria conta a trajetória do Grupo, que atua a cinco anos e já atendeu cerca de 80 mil pacientes, e tem percorrido várias cidades do Estado. Conforme Davi de Souza, diretor do Grupo, o documentário retrata a emoção de cada componente e o envolvimento com a realidade dos pacientes. Além de lançar o documentário, os “Médicos do Sorriso” também levarão momentos especiais aos pacientes atendidos pela Clínica Renal da Casa de Saúde. Eles visitarão a Clínica no sábado (08), a partir das 8h30min.

O documentário “Câncer – Sem Medo da Palavra” teve seu roteiro desenvolvido a partir da constatação do medo e do preconceito que envolve a doença e muitas vezes a própria palavra câncer. São apresentados depoimentos de familiares e de pessoas que fazem e fizeram o tratamento para o câncer, bem como de profissionais da saúde especialistas na área. O filme tem produção executiva de Christian Lüdtke, Sílvio Iensen e Luiz Alberto Cassol e foi produzido a partir da disciplina Psicologia e Cinema, que Iensen e Cassol, ministram no Centro Universitário Franciscano – UNIFRA, a realização é da Finish Produtora com distribuição da Filmes de Junho Produtora, Cinesud e CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros.

A iniciativa da vinda dos Médicos do Sorriso é do Curso de Fisioterapia da Ulbra – Santa Maria, através das disciplinas de Fisioterapia Comunitária I e II.

A promoção das exibições é da CESMA/ Cineclube Lanterninha Aurélio, Ong Santa Maria Vídeo e Cinema (SMVC)/Cineclube SMVC, Ulbra – Santa Maria, Apusm, Fisma, Clínica Renal Santa Maria, Paz Produtora, Clínica Harmonia do Corpo e Inox Ideias.

Lançamentos na CESMA:

Documentário: “Dr. Palhaço — As incríveis aventuras dos Médicos do Sorriso e suas maravilhas curativas na "Mérica’”.
Duração: 25 minutos
Direção: Nivaldo Pereira e André Costantin

Documentário: "Câncer-Sem Medo da Palavra"
Duração: 70 minutos
Direção e Montagem: Luiz Alberto Cassol
Produção Executiva: Christian Lüdtke, Luiz Alberto Cassol e Sílvio Iensen


Local:

Centro Cultural CESMA / Auditório João Miguel de Souza / Cineclube Lanterninha Aurélio

Rua: Professor Braga, 55 - 3º andar - Centro – Santa Maria / RS / Brasil

19h – Entrada Franca

terça-feira, 4 de maio de 2010

Circuito Elétrico / Cineclube Lanterninha Aurélio / Palavra (En)cantada

Cineclube Lanterninha Aurélio
Projeto Cultural CESMA - Santa Maria/RS - Desde 1978
Filiado ao CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros

Cineclube Lanterninha Aurélio / Circuito Elétrico 2010

05/05/10 - 18 h

Feira do Livro de Santa Maria 2010

Circuito Elétrico
Literatura na noite da cidade

Você quer ler poesia, conto ou crônica? Pode ser sua ou de algum escritor preferido.
Venha participar do Circuito Elétrico no Cineclube Lanterninha Aurélio nessa quarta às 18h.

Logo após as leituras ás 19h haverá a exibição do Documentário

Palavra (En)cantada
Direção: Helena Solberg
86 min / 2009

Documentário discute a relação entre música e poesia no Brasil

Percorre uma viagem na história do cancioneiro brasileiro com um olhar especial para a relação entre poesia e música.
Dos poetas provençais ao rap, do carnaval de rua aos poetas do morro, da bossa nova ao tropicalismo.

Passeia pela música brasileira até os dias de hoje, costurando depoimentos de grandes nomes da nossa cultura.

O filme conta com a participação de

Adriana Calcanhotto
Antônio Cícero
Arnaldo Antunes
BNegão
Chico Buarque
Ferréz
Jorge Mautner
José Celso Martinez Correa
José Miguel Wisnik
Lirinha (Cordel do Fogo Encantado)
Lenine
Luiz Tatit
Maria Bethânia
Martinho da Vila
Paulo César Pinheiro
Tom Zé
Zélia Duncan

A maioria das entrevistas foi realizada na casa dos entrevistados, em atmosfera intimista.

Com o registro de declamações e canções especialmente para o documentário.
Poemas de Fernando Pessoa, João Cabral de Melo Neto, Hilda Hilst e pérolas de nossos grandes compositores

Entre as músicas do filme estão Choro Bandido (Chico Buarque/Edu Lobo),
Alegria, Alegria (Caetano Veloso), Alvorada (Cartola), História do Brasil (Lamartine Babo)
Inclassificáveis (Arnaldo Antunes), Fábrica do Poema (Adriana Calcanhotto/Waly Salomão), 2001(Tom Zé/Rita Lee)

Em um país com uma forte cultura oral como o Brasil, a música popular pode ser a grande ponte para a poesia e a literatura.

A abertura do filme é surpreendente, com Adriana Calcanhotto cantando, em franco-provençal, versos de Arnaut Daniel, poeta provençal do século XII, considerado um dos maiores da história, um artesão da integração entre palavra e som.

A partir da idéia sugerida por Lenine, de que os compositores brasileiros são descendentes diretos do trovador, o filme lança olhar sob diversos aspectos da formação cultural brasileira. Dos intérpretes que declamam poesia nos palcos aos cantadores nordestinos que improvisam diversos gêneros na viola, passando pelo Rap que, segundo o rapper Ferréz, "é uma mera continuação do cordel", Palavra (En)cantada é uma reflexão sobre a tradição oral e a diversidade cultural brasileira, resultado do cruzamento entre as culturas erudita e popular.

"Criou-se no Brasil uma situação que não existe em nenhum outro país: uma canção popular fortíssima, que ganhou uma capacidade de falar e cantar para auditórios imensos, e levar para esses auditórios poesia de densa qualidade, com a leveza que a canção tem" , observa no filme o músico e professor de literatura da USP, José Miguel Wisnik.

Poetas-letristas, autores de livros que tornaram-se compositores, poetas que tentam usar a música para ganhar mais dinheiro, poetas do morro, tudo isso é assunto do Palavra (En)cantada. O filme é costurado por passagens instigantes, como a declarada rejeição de Chico Buarque ao título de poeta, e emocionantes, como as imagens captadas de Hilda Hilst pouco antes da sua morte, reclamando que os poetas não são valorizados no Brasil e contando que, para ganhar mais dinheiro, pediu para Zeca Baleiro musicar seus poemas.

Filme é rico em imagens raras - Palavra Encantada apresentará imagens inéditas no Brasil, como a encenação de Morte e Vida Severina, de João Cabral de Mello Neto, no Festival de Teatro Universitário de Nancy, na França, em 1966. Merecem destaque também imagens raras, que foram restauradas pela produção do filme, de Dorival Caymmi, nos anos 40, cantando e tocando O Mar ao violão. A canção, feita em Itapuã em 1937, foi escolhida pelo próprio compositor como a mais representativa do conjunto de sua obra.



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quarta-feira, 28 de abril de 2010

O Nome da Rosa - 28/04

Cineclube Lanterninha Aurélio
Projeto Cultural CESMA - Santa Maria/RS - Desde 1978
Filiado ao CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros

Encerramento do Ciclo: Cine Arquivo - Cineclube Lanterninha Aurélio e Curso de Arquivologia da UFSM

28/04/2010

O Nome da Rosa (Der Name Der Rose, Alemanha, 1986, 130 min)
Direção: Jean-Jacques Annaud
Apresentação e Debate: Carlos Blaya Perez

Em 1327 William de Baskerville (Sean Connery), um monge franciscano, e Adso von Melk (Christian Slater), um noviço que o acompanha, chegam a um remoto mosteiro no norte da Itália. William de Baskerville pretende participar de um conclave para decidir se a Igreja deve doar parte de suas riquezas, mas a atenção é desviada por vários assassinatos que acontecem no mosteiro. William de Baskerville começa a investigar o caso, que se mostra bastante intrincando, além dos mais religiosos acreditarem que é obra do Demônio. William de Baskerville não partilha desta opinião, mas antes que ele conclua as investigações Bernardo Gui (F. Murray Abraham), o Grão-Inquisidor, chega no local e está pronto para torturar qualquer suspeito de heresia que tenha cometido assassinatos em nome do Diabo. Considerando que ele não gosta de Baskerville, ele é inclinado a colocá-lo no topo da lista dos que são diabolicamente influenciados. Esta batalha, junto com uma guerra ideológica entre franciscanos e dominicanos, é travada enquanto o motivo dos assassinatos é lentamente solucionado.

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domingo, 18 de abril de 2010

ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA O 9º FESTIVAL SANTA MARIA VÍDEO E CINEMA




A 9ª edição do Santa Maria Vídeo e Cinema - SMVC, acontece de 30 de agosto a 04 de setembro de 2010, com o tema Entre Fronteiras, para celebrar as parcerias formadas pelo festival.

Em 2010 o Homenageado Nacional será Rosemberg Cariry, cineasta e presidente do CBC - Congresso Brasileiro de Cinema. O Homenageado Local será Jair Alan, jornalista e crítico de cinema.

As inscrições para as Mostras Competitivas estão abertas no período de 18 de abril a 18 de junho (data de postagem) para curtas-metragens realizados em todo o país, com até 25 minutos, finalizados a partir de janeiro de 2009. As categorias de competição são animação, documentário e ficção para a Mostra Competitiva Nacional e Mostra Competitiva de Santa Maria e Região.

No mesmo período estão abertas as inscrições para a Mostra Nacional Competitiva de Videoclipes onde podem participar trabalhos de todo o país, também finalizados a partir de janeiro de 2009.

O regulamento e a ficha de inscrição podem ser obtidos no site: www.smvc.org.br ou pelo telefone (55) 9644 3691


SERVIÇO:

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O 9º SANTA MARIA VÍDEO E CINEMA - SMVC.

ENTRE 18 DE ABRIL E 18 DE JUNHO DE 2010.

PELO SITE: www.smvc.org.br


Produção SMVC
Santa Maria Vídeo e Cinema
55 9644 3691

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Em Nome do Pai - 14/04 - Cineclube Lanterninha Aurélio

Cineclube Lanterninha Aurélio
Projeto Cultural CESMA - Santa Maria/RS - Desde 1978
Filiado ao CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros


Ciclo: Cine Arquivo - Cineclube Lanterninha Aurélio e Curso de Arquivologia da UFSM


14/04
Em Nome do Pai (In the Name of the Father, Irlanda/Grã Bretanha / EUA, 1993, 132 min)
Direção: Jim Sheridan


Baseado no livro autobiográfico Proved Innocent, de Gerry Conlon.

Em 1974, um atentado a bomba do IRA mata cinco pessoas num pub de Guilford, próximo à Londres. O jovem rebelde irlandês Gerry Conlon e três amigos são acusados pelo crime, presos e condenados. Giuseppe Conlon, pai de Gerry, tenta ajudar o filho e também é condenado, mas pede ajuda à advogada Gareth Peirce, que passa a investigar as irregularidades do caso.

Apresentação e Debate: Glaucia Konrad





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21/04 - Feriado

Próxima Exibição


28/04
O Nome da Rosa (Der Name Der Rose, Alemanha, 1986, 130 min)
Direção: Jean-Jacques Annaud
Apresentação e Debate: Carlos Blaya Perez




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Cineclube Lanterninha Aurélio

Debates e sessões - quartas-feiras - 19 horas - Entrada Franca

Auditório João Miguel de Souza

Rua: Professor Braga, 55 - 3º andar - Centro - Santa Maria / RS
55 3221 9165
55 322 8544

cineclubelanterninhaaurelio@gmail.com

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Ciclo: Cine Arquivo - Cineclube Lanterninha Aurélio e Curso de Arquivologia da UFSM

Cineclube Lanterninha Aurélio
Projeto Cultural CESMA - Santa Maria/RS - Desde 1978
Filiado ao CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros

Ciclo: Cine Arquivo

A Arquivologia é uma ciência que trata em espeial com a memória e o passado nos mais diferentes suportes (papel, vídeo, som, etc). O cinema sempre de alguma maneira tentou mostrar de alguma maneira essas relações passado e memória através de suas histórias nos telões. O Cineclube Lanterninha Aurélio em conjunto com o curso de Arquivologia da UFSM apresenta no mês de abril uma seleção de filmes que trata da importância da memória na sociedade e a relação intima que a Arquivologia tem nesse contexto de investigação.

07/04/2010


A Vingança do Arquivista (Santa Maria , 2009, 15min)
Direção: Marcel Ubaldo


"A Vingança do Arquivista", mais do que uma obra de humor negro, é uma oportunidade de questionar certas idéias ultrapassadas, e visões estereotipadas quanto à profissão que muitos dos Arquivistas vão desempenhar.



Uma Vida Iluminada (EUA, 2003, 100 min)
Direção: Liev Schreiber


Filme é baseado no primeiro livro de Jonathan Safran Foer, "Tudo se Ilumina"

Jonathan é um jovem judeu americano, que vai até a Ucrânia em busca da mulher que salvou a vida de seu avô na Segunda Guerra Mundial. Ele é auxiliado nessa viagem por Alex Perchov , um precário tradutor que mais atrapalha do que ajuda, e pelo avô de Alex, um motorista mal-humorado que anda sempre acompanhado de seu cachorro, batizado de Sammy Davis Jr.

Ao revisitar as mazelas da Segunda Guerra, Schreiber o faz de forma única, abrindo mão de todos os “clichês de filme de guerra”. A guerra aqui é revista da forma menos convencional possível. O Schreiber cineasta consegue com o longa, além desta revisita única a tempos tão difíceis, realizar um drama cômico como não se encontra atualmente.

Comentários: Glaucia Korand e Marcel Ubaldo



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Cineclube Lanterninha Aurélio

Debates e sessões - quartas-feiras - 19 horas - Entrada Franca


Auditório João Miguel de Souza

Rua: Professor Braga, 55 - 3º andar - Centro - Santa Maria / RS

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